Confusões e brigas marcam o clássico entre Figueirense e Avaí, na Capital

O clássico da Capital foi marcado por confusão e briga dentro e fora do gramado. No campo, o meia Marquinhos, do Avaí, acertou um soco no volante Pereira, do Figueirense, num tumulto que culminou na expulsão dos técnicos Claudinei Oliveira e Milton Cruz.
Mas fora do estádio, ocorreram as cenas que – quase – ninguém quer que se repitam nos estádios de futebol, um confronto entre torcerdores e Polícia Militar. Pedras e garrafas foram arremessadas contra os policiais no entorno do Orlando Scarpelli e o clima de tensão iniciou antes da partida.
Segundo o comandante do 22º BPM (Batalhão da Polícia Militar) do Continente, tenente-coronel Sandro Cardoso da Costa, integrantes da Torcida Organizada Gaviões Alvinegros estavam escondidos e soltaram rojões em direção de integrantes da Mancha Azul. “Para evitar o confronto, fizemos um cordão de isolamento entre as duas torcidas. Alguns avaianos partiram para cima dos policiais com pedras e garrafas.
Então fizemos uma segunda linha de isolamento”, informou.
De acordo com o comandante do 22º BPM, um avaiano acusado de jogar pedras na guarnição foi detido e levado a Justiça Presente.
O oficial admitiu que os policiais usaram gás de pimenta e balas de borracha para conter a fúria dos torcedores avaianos que continuavam jogando garrafas. “Cacos de vidros machucaram canelas e pernas de várias pessoas”, disse. Um jovem com a camisa do Avaí, que não estava envolvido na confusão, foi atingido na barriga por dois tiros de balas de borracha. 

Violência no clássico entre Figueirense e Avaí - Divulgação/ND
Imagem da violência no clássico entre Figueirense e Avaí – Divulgação/ND

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