Conteúdo por Gazeta Esportiva

Copa América tem ingresso mais caro que Eurocopa e ignora realidade local

Espaço é o que não está faltando nos estádios brasileiros nessa edição da Copa América. A baixa procura por ingressos para o principal torneio entre seleções do continente chama atenção e é carregada por decepção e tentativas de explicação dos responsáveis.

O que não é difícil de entender é a causa desse cenário, afinal, os ingressos para a Copa América no Brasil são mais caros do que os tickets comprados pelas pessoas que vão assistir jogos da Eurocopa na França.

(Arte Gazeta Esportiva)

A exceção dos R$ 60,00 cobrados para os setores sem cadeiras, particularidades da Arena Corinthians e Arena Grêmio, a entrada mais barata da Copa América custa R$ 120,00. Na Eurocopa, os ditos setores populares saem por 25 euros (R$ 110,00).

No torneio disputado no Velho Continente, o ingresso mais caro custa 895 euros (cerca de R$ 3.884 mil). Mais do que os R$ 890,00 cobrados para a final a ser disputada no Maracanã.

Apesar disso, o ingresso mais caro dos europeus representa 58% do salário mínimo dos anfitriões, hoje de 1.521 euros. Aqui no Brasil o salário mínimo é de R$ 998,00, ou seja, o ingresso mais caro para o jogo do título da Copa América representa 89,17% do montante.

A estreia da Seleção Brasileira, contra a Bolívia, no Morumbi, teve 46.342 pagantes, apenas 69,7% da ocupação do estádio do São Paulo, e rendeu R$ 22.476.630,00. A média foi de R$ 485,01 por ingresso.

Churros à R$ 10,00 e um saco de pipoca por R$ 15,00 servem de parâmetro para o entendimento do que significa estar dentro de um dos estádios da Copa América no Brasil.

A situação colocada não leva em consideração setores vip’s, que podem chegar a custar R$ 5 mil na Copa América e também têm valores elevados na Eurocopa. De qualquer maneira, tanto a Conmebol quanto o Comitê Organizador Local (COL), empresa criada para comercializar os ingressos no Brasil, buscam soluções e justificativas mesmo em meio ao torneio.

Entre as cenas mais vexatórias, destaca-se o público de apenas 2.106 pagantes no confronto entre Japão e Equador, disputado no estádio do Mineirão. Estiverem presentes também outras 7.623 pessoas que, de alguma forma, conseguiram entradas sem a necessidade de qualquer pagamento. Nada que aliviasse a péssima impressão deixada de um estádio praticamente vazio. Outro ponto negativo foi a rende, a menor até aqui: R$ 301.525,00.

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