Corpo de surfista catarinense que morreu no México será cremado

O corpo de Rafael Piccoli, de 38 anos, surfista catarinense que morreu na última terça-feira (14) enquanto surfava na Praia de Zicatela, no México, será cremado. As cinzas dele serão trazidas a Florianópolis.

Parentes e amigos planejam fazer homenagens a Rafael, que era formado em química e também trabalhava na Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento).

Surfista Rafael Piccoli morreu na última terça-feira – RICTV/Reprodução

Emocionado, Ricardo Piccoli, irmão de Rafael, contou que a família está tentando superar a morte.

“A inversão dessa ordem natural da vida é muito difícil. Para minha mãe, principalmente, mas ela está forte. A gente tenta se conformar porque ele estava fazendo o que ele mais gostava, onde ele mais gostava. Ele estava numa felicidade incrível, como nunca esteve nos últimos tempos”.

Suspeitas da causa da morte

Rafael descia uma onda gigante, quando foi arrastado pela correnteza. A causa da morte não está confirmada. A suspeita, no entanto, é de que ele tenha sofrido uma lesão na cabeça ou na coluna no momento em que se chocou com o fundo de areia.

Além das ondas gigantes, o lugar é conhecido como uma praia rasa. O corpo foi arrastado pela correnteza e encontrado logo depois numa praia vizinha.

“Eu não vi a foto, mas tem uma lesão parece que na cabeça, um ralado. Os salva-vidas que o socorreram tentaram reanimá-lo no local. Ele já não tinha mais vida, mas disseram que ele não tinha sinais de afogamento”, contou o irmão Ricardo.

Ele relatou, ainda, que Rafael fez treinamentos específicos para encarar as ondas gigantes. De acordo com ele, o irmão era um apaixonado pelo mar.

“Era a vida dele, a natureza e o mar. Ultimamente, ele tinha dois esportes que  se dedicava, o kitesurf e o bodyboard. Dependendo da condição, se era um dia com vento favorável, ele ia velejar. Em outras ocasiões ele preferia o bodyboard”.

Confira a reportagem exibida no Balanço Geral desta sexta-feira:

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