Cuca minimiza zona de rebaixamento e fala em ‘brigar por coisa grande’

SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Cuca foi apresentado nesta terça-feira (31) pelo Santos. Contratado até o final de 2019, o treinador estava afastado de clubes desde que deixou o Palmeiras, em outubro de 2017.

E foi justamente a respeito disso que falou em sua apresentação no novo clube. Em entrevista coletiva, Cuca justificou o longo tempo afastado do futebol –segundo ele, uma escolha pessoal.

“Eu precisava de um tempo. Eu priorizei a família e a mim, e hoje me encontro plenamente apto a realizar um bom trabalho no Santos, com muita confiança”, afirmou o treinador, que se disse bastante motivado quanto ao novo desafio, ao contrário do que aconteceu em sua primeira passagem pelo clube, em 2008.

“O que aconteceu? Fiquei quase três anos no Botafogo. Lembro como se fosse hoje. Perdemos as quartas de final parta o Corinthians e no outro dia eu estava aqui. Hoje eu estou completamente motivado para dar meu máximo. Antes eu não estava e não tinha como ajudar. Por isso fiquei menos de um mês e falei para o Marcelo [Teixeira, ex-presidente] que não poderia ajudar. Hoje estou renovado e com muita vontade de ajudar”, acrescentou.

Com 16 pontos em 15 jogos (um jogo a menos que a maioria dos clubes), o Santos ocupa uma das quatro vagas na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro -é o 17º colocado. E esta é a primeira missão com a qual Cuca tem que lidar. Para ele, apesar da situação incômoda, o time tem condições de brigar por melhores posições.

“Apesar de estar da zona de rebaixamento, (o Santos) tem dez pontos a menos que o sexto colocado que vai para a Libertadores (Palmeiras, 26 pontos em 16 jogos). E com 23 jornadas, podemos bem ainda buscar uma vaga para a Libertadores do ano que vem. Essa é a nossa grande meta. Lógico, sabendo que o momento é complicado, mas é o objetivo que nós vamos traçar”, disse Cuca, indo além e relembrando a arrancada que salvou o Fluminense da queda no Brasileiro de 2009.

“Como que sai da zona de rebaixamento? Com trabalho. Você não pode desesperar em uma situação assim. Eu já vivi. Eu não dormia, mas aí no final, com 99% de chance de cair, conseguiu salvar. Não é um bicho de sete cabeças. Se tiverem a confiança do torcedor, mesmo na hora mais difícil, eles vão reverter isso, e ainda vamos brigar por coisa grande no campeonato”, completou.

Cuca recordou também a sua passagem pelo Goiás em 2003, quando tirou o time da lanterna e o levou ao nono lugar ao final do Campeonato Brasileiro, classificando o time para a Copa Sul-Americana.

“Me lembro de 2003. O Goiás estava dez pontos atrás do último. Eu olhei o plantel e era muito bom. ‘Não pode esse time estar assim’. Aquele time fez a melhor campanha do segundo turno, só perdeu do Cruzeiro, e daquele Goiás muitos foram para o São Paulo e se tornaram campeões mundiais”, destacou.

Cuca deixou claro, porém, que seu objetivo no Santos não é apenas livrar o time do rebaixamento, e sim marcar o seu nome na história com títulos: “Eu não quero passar aqui pelo Santos como um treinador que não deixou o Santos cair. Isso não é título nenhum, quero marcar meu nome e ter conquistas com meus jogadores, e dependo exatamente deles. E vou dar meu máximo para tirar o máximo deles”.

O Santos enfrentará o Cruzeiro nesta quarta-feira, em jogo pela Copa do Brasil. A partida deve marcar a estreia de Cuca, que conta com a ajuda de Serginho Chulapa –comandante interino nos dois últimos compromissos – para buscar um bom resultado.

“Eu já conversei com o Serginho. Já conheço ele da outra vez que passei (pelo clube, em 2008), e ele vai estar junto me ajudando. É um cara de extrema confiança, e já trocamos algumas ideias a respeito da equipe para a partida. Amanhã vou estar na beira do campo já pedindo o apoio do torcedor -não para mim, para os jogadores. Apesar de ser uma outra competição, é muito importante também”, analisou o treinador.

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