Da desconfiança à euforia: confira a trajetória do Figueirense em 2020

Da desconfiança à euforia. Em um quase clichê o Figueirense demarcou sua trajetória até o momento nesse 2020, onde o País recolhe-se em quarentena na tentativa de frear o avanço do coronavírus.

Figueirense vai disputar a Série B pela quarta vez consecutiva – Foto: Flickr/Figueirense/ND

Se o início da temporada e os reforços desembarcados no bairro Estreito não causaram muita empolgação nos torcedores, quase três meses após o pontapé na temporada os alvinegros estão (ou estiveram) em lua de mel com o time.

Além de sepultar um 2019 melancólico e manchado em sua história, o Figueirense deixou a desconfiança pra trás e, apesar de alguns tropeços no estadual, vem chamando atenção País à fora pela campanha na Copa do Brasil.

A alternância motivacional foi tão grande que o cambalido torcedor alvinegro, hoje “sofre” com a indefinição no retorno da temporada. Assim como toda sociedade brasileira, o futebol está em quarentena em todas as suas esferas.

Confira, desde o princípio, o ano de 2020 do Figueirense.

Janeiro

O ano nem tinha começado – apesar desse subtítulo – e, restando menos de uma semana pare reapresentação do clube, o Figueirense não tinha 10 jogadores firmados para o início da temporada.

Com um ano terrível marcado por um resultado WO, na Série B, o torcedor do Figueirense, além de não saber sobre seu elenco e comissão técnica, enumerara um presidente interino.

As contratações até chegaram, mas sem levar muita empolgação para os adeptos. O lateral Lucas e o volante Arouca foram os únicos nomes capazes de arrancar algo semelhante a um suspiro.

A estreia no catarinense aconteceu com um empate insípido com o Juventus de Jaraguá do Sul, dentro do estádio Orlando Scarpelli.

A primeira vitória, no entanto, não tardou e, já na segunda rodada, diante do Tubarão, o time de Márcio Coelho fez 2 a 0.

Tubarão 0 a 2 Figueirense, pela segunda rodada do estadual – Foto: CA Tubarão/ND

O Furacão, de virada, emendou o terceiro jogo invicto contra o Joinville em triunfo por 2 a 1.

Fevereiro

Junto com o mês de fevereiro o primeiro baque no bairro do Estreito. Derrota por 2 a 0 para o rival Avaí em jogo que, além do revés, ficou marcado pela violência dentro e fora de campo.

Após o gesto, um torcedor do Figueirense, de camiseta branca, invadiu o gramado e foi em direção ao banco do Avaí para tirar satisfações com o jogador – Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/ND

Foram intermináveis capítulos de uma partida que foi concluída (?) nos tribunais. O resultado foi, pelo lado preto e branco, destruição do patrimônio, uma multa dolorida e a realização de um jogo com os portões fechados. Em suma: prejuízo.

Ainda no mês de fevereiro o Figueirense teve tempo de, imediatamente, bater o Concórdia por 2 a 0.

Se no estadual o segundo mês do Carnaval não empolgou muito, na Copa do Brasil o cenário foi diferente. Com duas vitórias sobre Novorizontino e Vitória-ES, respectivamente, o Furacão embolsou cerca de R$1,2 milhão e garantiu o direito de jogar a 3ª fase da Copa do Brasil, que corresponde a um patamar acima das outras duas etapas.

Março

Foi marcado, em campo, pela punição de atuar com os portões fechados. Além do cenário esvaziado no estádio Orlando Scarpelli, um empate melancólico entre as duas equipes que, donas das principais camisas de Santa Catarina, apresentaram um futebol paupérrimo.

Entorno do Orlando Scarpelli, como não poderia ser diferente, vazio, por causa da medida punitiva contra o Figueirense – Foto: Diogo de Souza/ND

Resultado de 0 a 0 e, com adversário da Copa do Brasil definido, muito pessimismo na cabeça alvinegra. O time voltou a entrar em campo na semana seguinte onde, diante do Criciúma, no Sul do Estado, mais um jogo pouco inspirado e mais um 0 a 0.

Esqueçamos tudo que aconteceu com o Figueirense até esse momento. Contra o Fluminense, time da primeira divisão nacional e com atletas de renome, o Furacão encarnou seus áureos tempos e, em partida de total aplicação tática, bateu o Tricolor das Laranjeiras por 1 a 0 e largou em vantagem na milionária Copa do Brasil.

Everton, atacante, entrou pra cruzar a bola do gol do jogo, da vantagem do Figueirense – Foto: Patrick Floriani/FFC/divulgação

O time de Márcio Coelho ainda teve a oportunidade de derrotar o Brusque, na última rodada da primeira fase do Catarinense e assegurar uma vaga nas quartas de final contra o Juventus, de Jaraguá do Sul.

Mas nem a segunda partida da Copa do Brasil e tampouco o início do mata-mata local foram possíveis. Tudo parou em função da pandemia que acomete o planeta.

O futuro, bom, esse é incerto e, enquanto isso, os torcedores deliciam-se com o caminho trilhado até aqui – apesar do gosto de quero mais.

Relembre momentos marcantes do Figueirense

Números do Figueirense em 2020

Foram 12 jogos com 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. O aproveitamento é de 66%

O time de Márcio Coelho assinalou 12 gols e sofreu 6.

Avaliação

Destaque:

Alemão – remanescente da tempestuosa temporada 2019, o zagueiro, além de seguro na defesa, soma três gols na temporada sendo dois pela Copa do Brasil que, até o momento, fizeram a diferença na competição.

Zagueiro Alemão abriu o placar para o Alvinegro no Oeste do Estado – Foto: Andrey de Oliveira/Figueirense/ND

Ficou devendo:

Everton Santos – contratado ainda na temporada passada pela sua identificação com o Figueirense, não conseguiu marcar gol em seu retorno ao estádio Orlando Scarpelli. Em 2020 a seca de gols segue, apesar das oportunidades dadas pelo técnico Márcio Coelho.

Pode mais:

Arouca – volante com atuação irrepreensível diante do Fluminense, ficou de fora do time ao longo de mais de um mês em função de uma lesão. Sua carreira, inclusive, tem sido historicamente prejudicada por problemas físicos.

Pode surpreender:

Diego Gonçalves – Contratado do futebol da Ásia, Diego Gonçalves chegou sem alarde ao time mas com bonitos gols já puxa a artilharia da temporada e começa a chamar a responsabilidade no ataque alvinegro.

Decepcionou:

Vitor Feijão – Atacante móvel e com boa finalização, o atleta ainda não engrenou com a camisa alvinegra. Apesar da titularidade, soma um gol e uma assistência executadas no início do campeonato estadual. Viu a concorrência passar na frente e, hoje, é só opção do técnico Márcio Coelho.

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