Defesa sólida e time que não vira jogos: Valentim chega com dura missão pela frente

Confirmado o nome de Alberto Valentim no Avaí o desafio, agora, é projetar a saída do buraco na Série A. Com quatro pontos em 27 disputados, o Leão da Ilha é o último colocado e único clube que não conseguiu vencer na competição. Ciente de que é difícil, porém não impossível, a direção azurra viu no ex-técnico do Vasco as virtudes necessárias para tirar o clube dessa desconfortável posição. Mas, afinal, o que o novo comandante azurra vai encontrar no Sul da Ilha?

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Geninho, apesar de ter feito história depois de um acesso e o título estadual, já faz parte do passado. Alberto Valentim é o presente e o futuro do Avaí. O novo técnico será apresentado nesta quarta-feira (19), às 15h30, junto com seu auxiliar Fernando Miranda, no estádio da Ressacada.

Apesar de toda essa condição catastrófica no que tange a elite do futebol nacional, o novo comando técnico do clube vai encontrar virtudes.

Quem olha apenas a tabela da Série A se engana com o representante florianopolitano. Apesar de contabilizar um período mais denso do campeonato estadual, o Avaí esteve entre as principais campanhas do país no início da temporada. Além disso chamou atenção por um ataque poderoso. O grande fruto dessa bonança foi o centroavante Daniel Amorim anotar 14 gols e aparecer na lista dos maiores marcadores do Brasil.

Além disso, conta com uma defesa segura que, embora todos os seus problemas como um coletivo, sofre poucos gols.

Valentim começa seu trabalho na segunda-feira, data da reapresentação dos jogadores antes do embarque para Águas Mornas onde o clube vai trabalhar em uma mini pré-temporada de dez dias.

O ND listou alguns prós e contras de um Avaí que o novo treinador vai encontrar – e buscar resolver de agora até o final do ano.

Alberto Valentim e Geninho, pela Copa do Brasil 2019. – Frederico Tadeu/Avaí FC/divulgação

 

Virtudes azurras

Fator local: a vitória na primeira divisão ainda não veio, mas a Ressacada significa bons fluídos para o Avaí em 2019. Além da taça do estadual, o time reúne 60% de aproveitamento. São 17 jogos, 8 vitórias, 7 empates e apenas duas derrotas.

Artilharia pesada: Entre os principais ataques do País, o Avaí soma 48 gols marcados em 33 jogos.

Defesa ajustada: Há quem aponte falta de reposição para o Leão, mas a verdade é que o time conta com uma defesa sólida. Liderada pelo capitão Betão, o Avaí sofreu apenas 25 gols em 33 jogos.

Base valorizada: segundo o site do clube são 35 jogadores pertencentes ao grupo principal, sendo que cinco são goleiros. Destes são 13 atletas oriundos da base. Na derrota por 2 a 0 para o Palmeiras quatro iniciaram no time titular.

 

Defeitos azurras

Não vira placares: Sair atrás é sinônimo de derrota para o Avaí em 2019. Em 33 jogos, o time venceu mais que perdeu (14 a 10), mas jamais, saindo de um placar adverso.

Fator Douglas: contratado como o principal reforço para a temporada, o camisa 10 não conseguiu completar um jogo sequer. Afetado por lesões, ainda não mostrou os motivos para desembarcar em Florianópolis.

Laterais incógnitas: o titular do lado direito é um atacante (Lourenço) e o lateral-esquerdo, o da função, é usado nas linhas da frente (Julinho). Iury não repetiu as atuações de 2018 e Paulinho não entrou mais em campo.

Volante sem dono: Pedro Castro, o atleta que mais atuou como primeiro volante, não é da função. Mosquera, trazido para a vaga, não agradou o técnico Geninho. Matheus Barbosa é “perseguido” pela torcida e Luanderson falhou no único jogo como titular.

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