Dispensado de rival na base, Daniel Guedes vive ‘sonho de todos’ no Santos

Lateral-direito de 21 atuou no São Paulo até os 16, mas foi dispensado por não estar 'no nível dos outros'. Agora, tem chance de começar jogando clássico decisivo da Copa do Brasil

Divulgação

O técnico Dorival Júnior fechou o último treino e fez segredo na escalação do Santos que enfrenta o São Paulo. O único desfalque, porém, é o lateral-direito Victor Ferraz, que trata de uma lombalgia e não foi nem sequer relacionado para a partida desta quarta-feira, às 22h, no Morumbi. Dessa forma, a titularidade e a chance de ouro devem cair no colo do jovem Daniel Guedes, de 21 anos.

O camisa 38 do Santos entrou em campo 13 vezes na temporada e já soma quatro assistências até o momento. O dado curioso é que ele deu passes para gol em seus últimos três jogos, contra Figueirense, Fluminense e Goiás. A brecha de Victor Ferraz está sendo bem preenchida pelo suplente.

– O Dorival pede muito que eu treine fundamentos, então procuro fazer isso no dia a dia para poder executar muito bem feito nas partidas. Dizem que tenho potencial, e dentro de campo estou mostrando que é verdade. Para mim é uma felicidade – disse, ao LANCE!, o jovem lateral.

O rival desta quarta, aliás, tem ligações íntimas com Daniel Guedes. Foi no São Paulo que ele viveu pela primeira vez a rotina de um clube grande, ainda nas categorias de base. Jogando como meia, foi companheiro de Lucas Piazon e Rodrigo Caio, mas acabou dispensado do clube aos 16 anos. Na época, disseram que ele não estava “no nível dos outros”. Um mês depois, o jogador conseguiu uma chance no Santos, foi testado na lateral direita e não saiu mais.

– Foi uma época de aprendizado. Agradeço ao São Paulo, mas só tive a oportunidade de jogar no Santos, que é o time que eu torço desde criança, por causa dessa dispensa – disse.

Aos 21 anos, Daniel superou as más atuações, como contra Goiás (no primeiro turno do Brasileirão) e Ponte Preta, e está ansioso para ser titular na Copa do Brasil, contra seu ex-clube.

– É um lugar que eu nunca achei que poderia chegar, o sonho de todos os jogadores, a semifinal da Copa do Brasil. Espero que possa sair com a vitória e eu ter orgulho de falar um dia para o meu filho que ganhei do São Paulo em uma semifinal no Morumbi. Porque você sabe que história de jogador de futebol é tudo igual, família muito simples, muito difícil. Em alguns momentos desisti, achei que não ia dar certo. Mas se parar para pensar no garoto que jogava nas escolinhas e hoje está na semifinal da Copa do Brasil, com possibilidade de jogar Libertadores ano que vem… é um sonho que eu achava que estaria mais distante.

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