“É uma dor profunda”, conta primo de jovem catarinense morto no incêndio no CT do Flamengo

Entre as vítimas que figuram na lista liberada pelas autoridades do Rio de Janeiro está o jovem Bernardo Pisetta, que tinha 14 anos e era natural de Indaial. O garoto atuava como goleiro e começou a defender as redes do Avaí e do Atlético Paranaense antes de migrar para o Rubro Negro, em agosto de 2018. Bernardo treinou em Indaial até a semana passada e voltou ao Rio de Janeiro na segunda-feira (4).

Bernardo Piseta, goleiro vítima incêndio CT Flamengo - mídia social/reprodução
Bernardo Piseta, goleiro vítima incêndio CT Flamengo – mídia social/reprodução

“É uma dor profunda, uma dor intensa”, afirmou o primo da vítima, Marcelo Lanznaster. Segundo ele, apesar de ser um jovem 14 anos, Bernardo era bastante dedicado e abdicou de muitas horas de lazer e passeio para focar nos treinos e lutar pelo sonho de ser goleiro do Flamengo. “É dolorido, mas nós sabemos que se ele foi é porque o técnico Deus convocou ele para ser jogador da seleção lá do céu”, disse Marcelo.

Quando a notícia do incêndio chegou, os pais do garoto foram imediatamente para o aeroporto. Só que ao chegar em Navegantes, ainda na manhã de sexta-feira (8), veio a confirmação da morte do filho. Foi então que a mãe decidiu voltar para Indaial e o pai seguiu para o Rio de Janeiro.

Bernardo começou no futsal, mas logo foi para o campo. Na época, um clube amador de Indaial, o União, tinha uma parceria com o Atlético Paranaense. O jogador chamou a atenção, foi para Curitiba fazer testes e não voltou mais. Ficou dois anos no CT do Caju como titular e capitão, até ser contratado pelo Flamengo no ano passado.

>> Pai do catarinense Bernardo, morto no incêndio no CT do Flamengo, está no Rio de Janeiro

Futebol