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Eduardo Bandeira de Mello é indiciado por homicídios no CT do Flamengo

Atualizado

Eduardo Bandeira de Mello é indiciado pelo incêndio no Ninho do Urubu (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou, nesta terça-feira, o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello e outras sete pessoas por homicídio com dolo eventual (quando se assume risco de matar). De acordo com o G1, o indiciamento diz respeito à morte de 10 jovens atletas no incêndio que afetou o Centro de Treinamento do clube, em fevereiro.

Na ocasião, o alojamento improvisado com contêineres no Ninho do Urubu pegou fogo, e muitos garotos que ali estavam não conseguiram fugir. Além dos 10 mortos, três atletas ficaram feridos.

De acordo com a reportagem, o inquérito assinado pelo delegado Márcio Petra, da 42ª DP (Recreio), pede ainda o indiciamento por dolo eventual de engenheiros do Flamengo e da empresa NHJ, responsável pelos contêineres, além de um técnico em refrigeração.

Ainda segundo o G1, Eduardo Bandeira de Mello declarou não ter sido notificado do indiciamento, e que por isso não se manifestaria sobre o caso.

Relembre o caso:

Durante a madrugada do dia 08 de fevereiro, um incêndio tomou conta do alojamento improvisado dos jogadores das categorias de base do Flamengo, no Ninho do Urubu. O fogo começou a se alastrar por volta das 5h da manhã e só foi controlado perto das 7h pelo Corpo de Bombeiros. Dez atletas entre 14 e 17 anos, que estavam no local, não conseguiram fugir e morreram no local. Outros três ficaram feridos.

Um laudo da Polícia Civil aponta que o incêndio começou devido ao curto-circuito em um ar-condicionado. As chapas metálicas que revestiam os contêineres eram compostas por material altamente inflamável, o que alastrou ainda mais as chamas.

De acordo com uma nota da Prefeitura do Rio de Janeiro, o CT do Flamengo não teria licença para funcionar como alojamento. Os atletas dormiam, improvisadamente, em contêineres em uma área do local.

Em pronunciamento no dia do incêndio, o atual presidente do clube, Rodolfo Landim declarou que “Esta é a maior tragédia pela qual este clube já passou nesses 123 anos”.

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