Elevador azurra: Avaí chega ao sétimo ano batendo entre Séries A e B

Dos cinco grandes de Santa Catarina o Avaí, talvez, seja o que tenha alcançado a maior estabilidade embora essa condição tenha uma conotação em movimento: de 2014 para cá, quando ascendeu à Série A e juntou-se a outros três catarinenses no ano seguinte, assumiu o rótulo de time “elevador” que sobe, bate na elite e retorna.

Avaí x Vasco, pela Série A 2019; Avaí esteve na elite a passeio. Foto: Eduardo Valente/Framephoto/Estadão Conteúdo

Foi assim que o Leão da Ilha fez sua história recente no futebol nacional. Em 2009, após fazer a melhor campanha de um catarinense na Série A ao chegar na 6ª posição, permaneceu na elite em 2010 e 2011, quando caiu. Esteve os dois anos seguintes na Série B, 13 e 14 e, de lá para cá, fez o bate e volta: 15 na A, 16 na B, 17 na A, 18 na B, 19 na A.

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Após o empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, na noite desta segunda (18), no estádio Mineirão, o Avaí consolidou sua queda à Série B do futebol nacional, em 2020. Dessa forma, vai para o sétimo ano em condição “elevador”.

O ND+ debruçou-se nos últimos anos para tentar entender o que levou o futebol catarinense sair de um relevante patamar em 2015 para um possível e melancólico quádruplo rebaixamento em 2019.

Missão colocar as contas em dia

Austeridade financeira. O presidente Francisco Battistotti, desde que assumiu o Avaí, jamais escondeu o desejo de deixar o caixa do Leão em dia. E, segundo consta no clube, essa intenção tem sido bem sucedida. Ainda de acordo com o mandatário azurra o projeto é deixar o clube “viável”.

Francisco Battistotti assumiu o clube em 15 de abril de 2016 após renúncia do então presidente Nilton Macedo Machado. Em 2018 foi eleito para um mandato de quatro anos com 92,44% dos votos.

Se as finanças do Avaí se aproximam do grande objetivo – ou ao menos caminha nessa direção – o rendimento do clube acaba sendo cobrado. A temporada atual pode ser uma amostra uma vez que, com um elenco enxuto e sem “cometer loucuras” o representante de Florianópolis na Série A até fez um primeiro semestre convincente:

Foi campeão estadual em uma campanha que, se foi decidida nas penalidades, não deixou dúvidas em números de pontos, de vitórias, de gols e a artilharia. Na Copa do Brasil o time teve participação digna ao ser eliminado na 3ª fase pelo Vasco da Gama após uma derrota e um empate.

O segundo semestre, no entanto, foi marcado por três técnicos diferentes, uma série de 17 jogos sem vencer e o recorde de um clube na zona do rebaixamento da Série A desde que a competição passou a ser disputada em formato de pontos corridos.

Alma lavada no estadual

De 2015 para cá o Avaí passou, ao menos dois anos, com uma espécie de “maldição” no campeonato Catarinense. Em 2015 e 2016, por exemplo, o Leão da Ilha brigou contra o rebaixamento  até a última rodada. Terminou, em ambas edições, com a 8ª posição.

Avaí se consagra campeão catarinense de 2019 – Foto: Flávio Tin/ND

Em 2017 não brigou para não cair e, sob o cuidado de Claudinei Oliveira – o técnico mais longevo nesse período – perdeu o título estadual para a Chapecoense, após polêmica com a arbitragem.

Em 2018 voltou a “fracassar” ao, além de ver o rival campeão, ficar com um tímido 6º lugar.

A redenção chegou em 2019 que, além da despedida de Marquinhos Santos, voltou e bater no peito e gritar pela hegemonia de Santa Catarina.

Como a atual temporada não deve ter um desfecho diferente do que se desenha no momento, resta ao Avaí projetar o 2020 para, mais uma vez, tentar ascender à Série A e, definitivamente, ficar.

Campanhas

2015

Estadual: 8º colocado

Copa do Brasil: eliminado na 2ª fase pelo rival Figueirense

Série A: 17º colocado com 42 pontos

2016

Estadual: 8º colocado

Copa do Brasil: 2ª fase, eliminado pelo Bragantino

Série B: 2º lugar com 66 pontos

2017

Estadual: vice-campeão

Copa do Brasil: 2ª fase, eliminado pela Luverdense nos pênaltis

Série A: 18º lugar com 43 pontos

2018

Estadual: 6º

Copa do Brasil: 4ª fase, eliminado, pelo Goiás

Série B: 3º colocado com 61 pontos

2019

Estadual: campeão

Copa do Brasil: 3ª fase, eliminado pelo Vasco

Série A: 20º colocado e matematicamente rebaixado à Série B 2020

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