Conteúdo por Gazeta Esportiva

Em período de Mundial, jogadoras e técnicos debatem futebol feminino

Atualizado

A Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019, disputada na França, vai conhecer a equipe campeã no próximo domingo. O torneio nem terminou, mas já deixa marcas na história. O confronto entre a Seleção Brasileira e equipe anfitriã, que rendeu a eliminação sul-americana, bateu o recorde de maior audiência da história da competição, com 35,2 milhões de pessoas assistindo a partida válida pelas oitavas de final. Em meio a esse momento, a Secretaria Especial do Esporte promoveu a primeira edição do evento “Futebol e Debate”, que discutiu os desafios do futebol feminino no país.

No Brasil, a modalidade é marcada por histórias anônimas e famosas de jogadoras que tiveram que driblar as dificuldades e os preconceitos em busca do sonho de fortalecer e difundir a modalidade. Durante o evento, a treinadora do Santos, Emily Lima, a ex-goleira da Seleção Brasileira, Thais Picarte, a jogadora do Málaga, da Espanha, Mayara Bordin, e o ex-técnico da Seleção Feminina, Renê Simões, trocaram experiências, ideias e sugestões para fortalecer as condições de trabalho das atletas.

Renê Simões exaltou o esporte na formação das pessoas (Foto: Monique Damasio/ Ministério da Cidadania)

“O futebol feminino não era reconhecido. Muitas atletas, quando o clube encerrava seus trabalhos, não tinham nenhum direito assegurado. Essa foi e é a realidade de muitas mulheres”, lamentou Thais Picarte, antes de exaltar o esporte e suas funções sociais.

“O esporte ensina muito, com valores que não se aprende em outro lugar. E é uma das ferramentas que diminui os problemas sociais. É preciso investir no esporte e a modalidade que tem tudo para ser expoente no Brasil”, completou.

Por fim, Renê Simões chamou a atenção para o fomento ao esporte nas séries iniciais da fase escolar e pediu incentivo público à modalidade. “Isso faz toda a diferença na vida de um jovem. É necessário adotar políticas públicas que unam a educação e ao esporte. É dessa forma que podemos mudar o país”.

Copa do Mundo Feminina