Estreante em mata-mata pelo Timão, Loss se prepara para VAR: ‘Novidade’

Osmar Loss disputará seu primeiro mata-mata pelo Corinthians na carreira (Foto: Daniel Augusto Jr/Corinthians)
Osmar Loss disputará seu primeiro mata-mata pelo Corinthians na carreira (Foto: Daniel Augusto Jr/Corinthians)

O técnico Osmar Loss se prepara para disputar seu primeiro mata-mata no comando do Corinthians, que enfrenta a Chapecoense nesta quarta-feira, às 21h45, na Arena, em Itaquera. Além da “estreia” do treinador, o jogo válido pela ida das quartas de final da Copa do Brasil marcará também o uso do árbitro de vídeo pela primeira vez. Contente com a novidade, mas ainda um tanto quanto temeroso, o comandante alvinegro admitiu que orientou seus jogadores.

– É algo muito satisfatório para o futebol brasileiro. Copa do Mundo quebra paradigmas. VAR Tende a minimizar incoerências. Jogo diferente. Conversamos com os atletas, vamos voltar a falar sobre isso. É uma novidade. Nós da comissão temos que entender. Saber direito como vai funcionar para não ficar aquela coisa chata de querer VAR a todo momento. Árbitro tem autonomia para decidir, também – ponderou, durante entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, e completou:

– Prezamos pelo jogo leal. De vez em quando, a gente se irrita no trânsito, o jogador é passível disso também. Dois duelando pelo mesmo objetivo. O que eu acho é que o jogo vai ficar mais solto, pelo árbitro ter a segurança de poder voltar atrás. Temos de estar preparados para manter a intensidade e foco. Se for justa a revisão, que seja feita. O que tem diferente é o VAR. A preparação não. Jogamos domingo, não tivemos tempo de treinar. Fizemos observações, demos instruções. Preparação em si, não muda. Agora, é um duelo. Só sai um de um caminho que entraram vários.

Embora se prepare para seu primeiro jogo de mata-mata pelo Corinthians, Loss não enxerga tantas diferenças entre a primeira partida das quartas de final em relação aos jogos do Brasileirão. Para ele, o fundamental é o Timão estar preparado emocionalmente para construir a vitória desde o primeiro jogo.

– A principal coisa é a característica diferente é a de duelo. O jogo em si decorre do mesmo jeito. Os primeiros 90 minutos, então… Na base, é só mata. Estar preparado emocionalmente para destruir ou construir uma vantagem é o diferencial. A diferença para mim é essa: gerenciar a construção de uma vantagem – analisou.

Para a partida, é possível que o treinador não possa contar com Clayson, liberado do treino desta terça-feira para resolver problemas particulares. Gabriel também não participou da atividade, ficou apenas na academia fazendo reforço muscular. Sem eles, Loss optou pela entrada de Mateus Vital e do zagueiro Léo Santos.

– Temos uma primeira etapa que pode encaminhar a vaga, dar um passo importante. Sabemos da forma como a Chape encara esse jogo. Construiu sucesso nesse tipo de competição. Caso Gabriel e Clayson, não possam atuar, o time será o do treino. Só saberemos na hora do jogo. Meu pensamento não é transformar o Léo em volante, ele é zagueiro. Mas tem qualidade técnica muito elevada. Léo pode inciar as transições. Trazer ele para o meio dos zagueiros fazendo uma linha de cinco – explicou.

Confira outros pontos da entrevista coletiva de Osmar Loss:

Sobre mata-mata:
Eu não sei se a palavra é priorizar. Não vamos deixar o Brasileirão do lado. O que talvez possa ocorrer é que se tivermos a necessidade por inúmeras questões, a gente possa optar por poupar no Brasileiro porque é mais longo. Não tem como descansar jogador no mata-mata. Vamos controlar para que não tenham lesões graves.

Reformulação do elenco:
Eu acho que temos uma mescla de jovens promissores e experientes no elenco. Renovamos com o Jadson, tem o momento de fazer os demais respirarem, dá cadência. O próprio Emerson. O Corinthians tem um equilíbrio. Pode ter um time mais jovem em algum momento, mas estão sendo calejados. Pedrinho já está há um ano, Léo Santos… Eles já tem o conhecimento.

Sobre Romero e uso do camisa 9:
Uma possibilidade a mais. Quem tem de se preocupar é o adversário com a nossa versatilidade. Já usamos o Romero do lado direito e o Pedrinho mais solto.Os três gols podem confundir e acharem que Romero é centroavante. Ele atuou pelo lado direito. Pode jogar de 9 amanhã, pode, jogamos assim contra o Cruzeiro. É versátil. Pedrinho é, Vital é. Podemos desencaixar a marcação. Versatilidade me dá uma perspectiva de poder mudar.

Versatilidade:
Efetivamente, não importa os números do desenho da equipe. Importa os movimentos dentro do campo. O que dá vida ao jogo, são esses movimentos. Quando eles têm entendimento desses movimentos na fase defensiva, ofensiva e de transição, o jogo melhora muito. No papel, é um 4-2-3-1.

Chapecoense:
É uma equipe sólida defensivamente, tem bola parada muito boa, transição muito rápida, leva perigo no contra-ataque. Mas sabemos que eles têm fragilidades, já foi passado para os jogadores. Treinamos o que pode acontecer.

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