Etapa do surfe em Florianópolis é vista como a “retomada” da elite do esporte no Estado

Florianópolis sedia nesse final de semana o Floripa Surf Pro 2019, sábado e domingo, na Praia da Joaquina. Mais do que um evento que consta como uma homenagem aos 346 anos da capital, representa a “retomada” da elite do esporte quatro depois da última etapa de relevância em âmbito profissional. Para o presidente da ASJ (Associação de Surf da Joaquina), Cristiano Melo, a competição teve adesão “surpreendente” já que as inscrições foram abertas há pouco tempo.

“O número de inscritos, a partir da rapidez que foi feita, a adesão foi muito boa. Se a gente faz com mais tempo de inscrição e não tem coincidência de outras etapas fora do País, eu tenho certeza que colocamos 140 atletas em três ou quatro dias de evento cheio”, explicou Cristiano que revelou que a edição da competição local conta com 80 atletas. Sobre as etapas coincidentes que o presidente mencionou, trata-se de outras duas que acontecem na Austrália que, por pagar mais e render mais pontos, “muitos brasileiros estão lá”.

O Floripa Surf Pro 2019 vale 1.500 pontos para os rankings profissionais da Fecasurf (Federação Catarinense de Surf) e da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional), vai distribuir R$20 mil em premiação e recoloca Santa Catarina na rota dos grandes campeonatos profissionais.

O indício de que o cenário da elite do surfe nacional pode estar voltando para o Estado é que Florianópolis representa a primeira de três etapas: Ainda sem data confirmada, haverá uma em São Francisco e a terceira em Laguna.

“Tivemos até etapas no ano passado aqui, mas não com a relevância que deveria ter e agora é a oportunidade que temos de retomar e ter os atletas surfando, em evolução, ganhando experiência”, projetou Cristiano que entende que para reconsolidar o surfe em Florianópolis é preciso trabalhar mais a base e, em médio prazo, sediar uma etapa do brasileiro todo o ano e até uma etapa do mundial.

Surfe é fraco no Brasil

Para João Godoy, 18 anos, que nasceu em São Paulo e se mudou para Florianópolis com a família quando tinha um ano de idade, a modalidade vem perdendo apoio e força e o evento deste final de semana, no qual vai participar, representa a possibilidade de retomada do surfe em Florianópolis.

“O surfe no Brasil está fraco, na verdade. Somos o melhor país na modalidade, somos referência, mas o nosso circuito é muito fraco. Temos dificuldade para evoluir na modalidade e temos que competir fora do País”, lamentou o jovem que sonha ser profissional e, enquanto não consegue, cursa educação física na Udesc.

Uriel Sposaro, 17 anos, natural de Florianópolis, que foi campeão catarinense em 2018, também vai competir. Estudante do 3º ano do ensino médio, ele anseia pelo retorno do circuito de alto nível em Santa Catarina.

“Eu acho que é super importante e espero que esse e os próximos anos sejam melhores para o surfe profissional. A gente está vendo uma carência de novos atletas, parece que a gente não vê mais molecada, parece que está perdendo força”, observou.

Jogão Godoy e Uriel Sposaro; presenças confirmadas no evento – Flávio Tin/ND

Shows e atrações confirmados

Serão dois dias de entretenimento, cultura e esporte durante o Floripa Surf Pro 2019, na praia da Joaquina. A prefeitura de Florianópolis, junto com a organização da prova, divulgou as atrações para o fim de semana festivo na ilha. “No sábado após o campeonato, grupos folclóricos nativos da ilha, contarão um pouco da cultura local, além da apresentação de Djs. No domingo, depois que conhecermos o campeão do Floripa Surf Pro, teremos shows com as bandas Marley in Concert, Reis do Nada e Armandinho”, disse Cristiano Melo, presidente da ASJ.

O grupo Reis do Nada é nativa de Florianópolis(SC), formada por Laurinho Linhares e Ph Collaço, e tocarão o melhor do Ritmo & Blues no palco armado exclusivamente nas areias da Joaquina. Na sequencia será a vez de Armandinho, que além de músico, também é surfista e tem uma legião de fãs por onde passa.

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