Ex-goleiro do Floripa Futsal atuará ao lado de Falcão em evento na Índia

Com apenas 23 anos, o goleiro Carlos Espíndola tem muita história para contar. Já atuou na Espanha com o irmão gêmeo, o fixo Pedro. Se destacaram pela equipe do Floripa Futsal e cada um seguiu o seu rumo. Após um ano defendendo Orlândia-SP, Carlos seguiu o destino de Pedro e foi jogar na Itália, onde ganhou a Liga Nacional na última temporada com a equipe de Asti.

A partir desta sexta-feira (15), o goleiro começa outra aventura, desta vez na Índia. O país, que está investindo para entrar no circuito dos grandes eventos esportivos, estreia um campeonato teste de futsal com a presença de Ronaldinho Gaúcho e outros craques. 

Arquivo Pessoal/ND

Carlos interage com as crianças em Chennai

O sorteio das chaves aconteceu nesta terça-feira. O Premier Futsal, organizado por Figo e Falcão, terá seis equipes, divididas em dois grupos com três clubes. Cada um terá quatro tipos de atletas – indianos, jogadores de futsal, ex-atletas de futebol de campo e estrelas do freestyle. Carlos jogará pelo Chennai, time de Falcão.

O torneio ainda não é oficializado pela Fifa, mas o camisa 12 da seleção brasileira assinou por cinco anos com a Liga. “A tendência é levar o evento para os Estados Unidos se der certo por aqui também. Os profissionais são todos atletas de seleção, conhecidos. É mais para promover o futsal, não sei se será competitivo”, disse. 

Além de Ronaldinho, o Premier Futsal terá ainda Giggs, Crespo, Scholes e Salgado. Entre os atletas de futsal, o grande nome é o goleiro espanhol Luis Amado, do Inter Movistar. Sem saber o que esperar da competição, Carlos ressaltou a oportunidade de enfrentar lendas do esporte.

“Me espelho muito no Luis Amado, quero falar com ele. É o meu exemplo dentro de quadra e me disseram que ele é uma ótima pessoa. Nunca tinha tido um contato tão perto com o Falcão e jogar no time dele e no meio dessas feras que brincava no videogame é indescritível”, comentou. 

 “Contraste absurdo” 

Espíndola e todos os outros jogadores estão em um hotel cinco estrelas de Chennai, a quarta maior cidade do país, no extremo sul da Índia. Entre os treinos e “resenha” em português, italiano, espanhol e um pouco de inglês, o goleiro reserva um tempo para conhecer a região. O atleta se impressionou com a desigualdade e social e está pensando em interromper a viagem que tinha programado pelo país depois do fim da competição. 

“O contraste é absurdo. Demos uma volta pela cidade para conhecer os templos. A miséria é grande. Tinha ido para o sul da Ásia, Tailândia, Camboja e Vietnã. Eu não sabia que era assim. Minha intenção era ficar mais três semanas, ir para o Norte da Índia, mas não sei se consigo fazer isso. É muito triste sair na rua e ver a pobreza, faz um mal. A cidade parece que sofreu um apocalipse, construções abandonadas e muita sujeira”, contou.

Mais conteúdo sobre

Mais Esportes