Feliz no Goiás, Felipe Menezes não se anima em voltar ao Palmeiras

Dono da camisa 10, cheio de moral e respaldado pela diretoria esmeraldina, meia evita cravar, mas não esconde o desejo de permanecer em Goiânia em 2016

Divulgação

O Palmeiras tem 27 jogadores espalhados por Brasil, Argentina e Paraguai. Todos emprestados, 25 com reapresentação no clube alviverde prevista para janeiro do próximo ano. Um deles, porém, não se mostra interessado em voltar a defender as cores do Palestra Itália. Feliz no Goiás, satisfeito com a diretoria, cérebro da equipe no meio-campo e dono da camisa 10, Felipe Menezes não esconde o desejo de permanecer no clube do Centro-Oeste em 2016.

– Tenho contrato com o Palmeiras e tenho que voltar, mas, agora, penso em terminar o ano bem. Sinceramente, dependo dos planos do Palmeiras, do que eles pensam para mim. Estou muito feliz aqui, se eu puder renovar, ficar aqui, vou ficar feliz e vou querer. Volto para ao Palmeiras se me disserem que eu vou poder lutar de igual para igual por uma vaga no time – afirma, em entrevista ao LANCE!.

O receio de Felipe quanto ao espaço que encontrará no Verdão tem fundamento. Enquanto vive grande fase no Goiás, clube no qual foi formado e pelo qual nutre enorme carinho, também carrega a frustração por um ano ruim no Palmeiras, em 2014, quando o time brigou para não cair no Campeonato Brasileiro e seu futebol não apareceu, chegando a irritar a torcida em certos momentos. Seu contrato vai até 30 de junho de 2016.

– Foi um ano difícil, houve desgaste com aquele elenco como um todo, tanto que poucos ficaram no ano seguinte. Já 2015, para mim, tem sido um ano bom individualmente, esperava isso quando vim para cá. Sabia que teria carinho e respeito, me deram confiança, era o lugar ideal para voltar a jogar bem – completa.

A satisfação em Goiânia é tanta que nem mesmo a Europa chama a atenção do jogador, embora não negue se atentar ao lado financeiro. Aos 27 anos e com nove de carreira no futebol profissional, Felipe Menezes sabe exatamente quais são as possibilidades e a realidade do Goiás no cenário nacional.

– O capital de investimento é reduzido. O clube sabia que teria dificuldades financeiras, tentou fazer um time competitivo, não achamos que a disputa seria tão intensa até o final, brigando para não cair. Não tem dinheiro para grandes contratações. Já realizei o sonho de jogar lá (na Europa). Hoje, quero ficar no lugar em que sou feliz. Tudo que vem do exterior, principalmente o lado financeiro, temos que levar em consideração, mas hoje sou feliz no Goiás – garante.

– Tem muita coisa acontecendo, ainda não há nada concreto. Neste ano, o Goiás revelou jogadores, mesmo com toda dificuldade financeira. Felipe Macedo se firmou na defesa, quase foi parar no Monaco (FRA), consolidou o Rodrigo, jogou o campeonato todo, Muril, Liniker, Erick, que fez um ano muito bom – agrega.

Vale lembrar que o meia atuou pelo Benfica, de Portugal, de 2009 a 2013. Antes de chegar ao Palmeiras, passou por Botafogo e Sport Recife. Atualmente, o Goiás aparece na 18ª posição no Campeonato Brasileiro, com 31 pontos. A permanência na Série A depende de boas vitórias nas sete rodadas restantes e facilitaria um possível novo empréstimo do meia ao clube esmeraldino em 2016.

Participe do grupo e receba as principais notícias
do esporte de Santa Catarina e do Brasil na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Esportes

Loading...