Figueirense vai para maratona de quatro jogos em 11 dias na Série B

Restando seis jogos para o final da Série B, o Figueirense dedica foco total à luta contra o rebaixamento à Série C. Além da calculadora entre os equipamentos básicos da comissão técnica, há todo um cuidado com a questão física, fisiológica e mental do grupo de atletas que tem a missão de tirar o time do Z4.

Norberto Cabral, o Betinho, em ação pelo Figueirense – Foto: Matheus Dias/ND

Se o futebol fosse uma modalidade mais óbvia, poderia atribuir esse cenário preocupante na tabela de classificação a todos os problemas administrativos que o clube enfrentou nesse 2019.

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Como não trata-se exatamente de um esporte medido em uma fórmula específica, é preciso levar em conta que a sequência de 18 jogos sem vitórias é, sim, fruto do caos extracampo que a gestão anterior causou.

Devido ao trabalho físico desenvolvido no clube, é possível projetar a alta intensidade dos atletas nesse momento que se desenha crucial no futuro do clube.

“Esse ano tivemos um desgaste emocional muito grande, não se falava em futebol e sim apenas outras situações. Isso gera um desgaste emocional no atleta que é ser humano, é normal. Tivemos que fazer todo um planejamento nesse sentido”, explicou o preparador físico Norberto Cabral, o Betinho, 43 anos sendo dez deles dedicados ao Figueirense.

Ele lembra que, mesmo diante desse quadro, o departamento pode comemorar um dos anos com “menos lesões musculares” já que a preparação física conseguiu dar um suporte para o grupo de jogadores até aqui na temporada.

Recuperação de atletas em maratona de jogos

O Figueirense entra em campo neste sábado (2), contra o Vitória-BA, em Salvador (BA) e, imediatamente, engata outros três jogos em um intervalo de 11 dias. A sequência aponta para uma média de uma partida a cada 2,75 dia.

“Faltando menos de um mês para acabar o campeonato é feito um trabalho de manutenção onde a gente preconiza mais a reabilitação e reconstrução. Os caras estão muito desgastados por toda a temporada, ainda mais do jeito que foi, sendo assim basicamente recupera e faz um trabalho para prevenir lesões”, resumiu Betinho.

Para Almir Schmitt Netto, fisiologista no Figueirense, é preciso haver uma espécie de compensação entre os atletas que vem jogando com mais frequência, com os que não atuam tanto para que o clube tenha “maior número de atletas em condição de somarem a nossa equipe”.

Almir Netto, fisiologista do Figueirense há cinco anos – Foto: Figueirense FC/divulgação

“O mais importante, nesse momento, é oportunizar os corretos momentos de recuperação para os atletas que apresentam um maior desgaste físico e frequência de jogos e colocar os atletas que estão com uma carga de jogo mais baixa para treinarem e ficarem aptos a substituírem, se necessário, os atletas que são titulares”, esclareceu Almir Netto.

Almir, assim como Betinho, valorizou o trabalho realizado ao longo da temporada. Segundo ele o clube apresentou um baixo número de lesões musculares “quando comparados a anos anteriores”.

“Fato que se deve a integração de todos os setores do clube, tais como fisiologia, preparação física, departamento médico, nutrição, psicologia e treinadores”, acrescentou Netto, que tem 29 anos e está no bairro do Estreito desde 2014.

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