Filipe Toledo estreia batendo recordes no Oi Hang Loose Pro Contest

Atualizado

As principais estrelas do Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest começaram a estrear na quarta-feira em Fernando de Noronha, com Filipe Toledo batendo os recordes do primeiro dia em sua primeira apresentação na Cacimba do Padre. Depois, o potiguar Madson Costa, da Praia da Pipa, roubou a cena surfando dois tubaços para superar as marcas do número 4 do mundo e tricampeão do Oi Rio Pro em Saquarema (RJ).

Nesta quinta-feira, o também potiguar Jadson André, de Natal, faz sua primeira defesa do título do QS 5000 de Fernando de Noronha na primeira bateria do dia, que começa às 7h00 na Cacimba do Padre, 6h00 no fuso de Brasília.

Filipe Toledo foi um dos destaques do dia. Foto: Smorigo/WSL/ND – Foto: 66ab4106-1be3-412b-aad2-991c16e98e53

A quarta-feira também começou as 7h00, com as baterias restantes da primeira fase. A segunda foi iniciada em seguida, com Filipe Toledo batendo os recordes do potiguar Madson Costa na terça-feira. Ele detonou uma boa onda com manobras explosivas que valeram nota 8,33 e somou com o 6,67 que já havia conseguido, para totalizar 15,00 pontos.

O americano Luke Gordon, que venceu a bateria que inaugurou a 15ª edição do Oi Hang Loose Pro Contest na terça-feira, passou junto com ele. Os dois eliminaram o catarinense Yuri Gonçalves e o paraibano Samuel Igo, que em 2019 conseguiu a primeira nota 10 na Cacimba do Padre.

Madson Costa também fez bonito nos tubos. Foto Smorigo/WSL

“É muito bom começar um evento com uma boa apresentação, porque a confiança vai lá no alto”, disse Filipe Toledo. “É bom demais estar aqui em Noronha recarregando as energias e estou me sentindo bem, as pranchas estão boas, então é só se divertir. O mar estava bem difícil na minha bateria. Mesmo não estando muito bom, tem a onda boa, tanto que consegui pegar uma ali. É só saber esperar e fazer as manobras nos lugares certos. Tem que saber ler a onda muito bem e não vejo a hora de competir de novo aqui”.

As marcas de Filipe Toledo só foram superadas nove baterias depois, justamente na última antes da paralisação por causa da maré seca no início da tarde na Cacimba do Padre. As condições já não estavam tão boas, mas os tubos apareceram para o potiguar Madson Costa e ele roubou a cena.

No primeiro, os juízes deram nota 7,00 e o segundo foi ainda mais profundo, com as placas caindo a sua frente e saiu limpo para aumentar o recorde de nota para 8,67 e o de pontos para 15,67. Com essa performance, bateu o atual vice-líder do ranking do WSL Qualifying Series, Wiggolly Dantas, mas o paulista se classificou em segundo lugar.

Francês Joan Duru é uma das atrações do evento . Foto: Smorigo/WSL 

“Eu procurei não esperar muito, porque o mar está bastante difícil, meio mexido e tinha poucos tubos”, contou Madson Costa. “Então, fiquei mais embaixo do pico ali com a prioridade (de escolher a próxima onda), aí veio aquela onda do 7 e depois um tubo ainda melhor acima de oito, uma nota excelente e estou muito feliz. Eu vim aqui no ano passado, peguei boas ondas, fiz um bom resultado e taí a prova do potencial do meu surfe hoje. Só tenho que agradecer a Deus e a minha equipe lá da Pipa, sempre fortalecendo”.

LIDERANÇA DO QS 2020 – O paulista Wiggolly Dantas estava vencendo a bateria com a nota 5,50 da sua primeira onda e se passar mais uma fase em Fernando de Noronha, já tira a liderança do ranking do japonês Shun Murakami, que não veio competir no Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest. Guigui começou muito bem a temporada 2020, sendo o primeiro brasileiro a vencer o Volcom Pipe Pro nos tubos de Pipeline.

A final foi quase 100% verde-amarela, com o saquaremense João Chianca sendo vice-campeão e em terceiro ficou o catarinense Yago Dora, vice-campeão na Cacimba do Padre no ano passado. “Estou muito feliz por ter passado essa bateria, porque o importante era a classificação e a primeira bateria é sempre mais difícil”, disse Wiggolly Dantas, que também falou sobre a vitória no QS 5000 de Pipeline.

“Eu estou bem focado esse ano para conseguir minha vaga no CT de volta. Eu me machuquei o ano que eu saí e treinei bastante para tentar me classificar esse ano. Eu fiz um ótimo resultado em Pipeline, fui o primeiro brasileiro a ganhar o Volcom Pipe Pro, que foi mais um sonho realizado. Acho que esse ano a sorte está do meu lado também e o foco na missão continua”.

Geovane Ferreira. Foto: Smorigo/WSL 

RETORNO AO CT – Além de Wiggolly Dantas, outros surfistas que tentam recuperar a vaga na elite dos top-34 que disputa o título mundial no World Surf League Championship Tour, passaram suas primeiras baterias no Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest. Alguns estavam no grupo dos melhores surfistas do mundo no ano passado, como o francês Joan Duru e os brasileiros Willian Cardoso e Jessé Mendes. Os três estrearam com vitórias.

O primeiro foi o francês Joan Duru, que começou bem com nota 7,33 na primeira onda e liderou toda a quarta bateria da segunda fase. Três nordestinos ficaram brigando pela segunda vaga e o pernambucano Junior Lagosta levou a melhor sobre o potiguar Mateus Sena e o baiano Bino Lopes.

O francês agora vai disputar a segunda bateria da terceira fase, contra o brasileiro Weslley Dantas, irmão mais jovem do Wiggolly, o uruguaio Marco Giorgi e o americano Luke Gordon, que passou junto com Filipe Toledo na abertura da segunda fase.

Wesley Dantas arriscou os aéreos. Foto: Smorigo/WSL

“A bateria não tinha tubos, mas deu umas esquerdas muito boas vindo das pedras (Morro Dois Irmãos) para surfar e consegui aproveitar bem para vencer”, disse Joan Duru. “Está difícil de encontrar as boas, então é importante escolher bem. Estou feliz por estar de volta a Fernando de Noronha, pois já consegui bons resultados aqui. Estou procurando começar bem o ano e fazer uma sequência de bons resultados para me qualificar para o CT novamente”.

O catarinense Willian Cardoso também tenta o mesmo objetivo do francês e começou o ano com um bom nono lugar no QS 5000 de Marrocos. Ele competiu duas baterias depois de Joan Duru e achou boas ondas para usar o seu “power surf” característico, com batidas e rasgadas abrindo grandes leques de água nas esquerdas da Cacimba do Padre. Foi assim que Willian conseguiu um dos maiores placares do dia, 14,13 pontos somando notas 7,70 e 6,43. Nessa bateria, caiu o último local de Fernando de Noronha, Brayner Silva, que perdeu para o francês Charly Quivront a briga pela segunda vaga para a terceira fase.

“A Cacimba é sempre um desafio a parte, pois as ondas mudam muito rápido, então você tem que estar sempre instigado pra surfar em qualquer condição e acho que isso me favoreceu”, disse Willian Cardoso. “Eu entrei com vontade de surfar lá no canto (próximo ao Morro Dois Irmãos), mas a onda estava muito torta, muito mexida, com pouco potencial de nota. Então, fui para a parte mais limpa e fui abençoado com duas ondas boas para fazer as manobras que eu tinha na cabeça e deu certo”.

Marcos Correia. Foto: Smorigo/WSL – 

Jessé Mendes também dominou sua bateria e venceu por 13,00 pontos. Sua melhor onda valeu nota 7,33 e o também paulista Renan Peres, o Pulga, avançou em segundo lugar, eliminando o chileno Gustavo Dvorquez e outro brasileiro, Kaue Auzier. Depois dessa bateria, só aconteceu mais uma e o evento parou por volta das 13h30, devido a maré muita seca e de poucas ondas na Cacimba do Padre. A competição retornou as 16h00 para realizar as duas baterias que restavam para completar as dezesseis programadas para a quarta-feira.

CAMPEÃO ELIMINADO – A penúltima do dia foi vencida pelo peruano Miguel Tudela pegando vários tubos. Na briga pela segunda vaga, o potiguar Deyvson Santos superou o experiente paulista Hizunomê Bettero, que já conseguiu grandes resultados em Fernando de Noronha. E na última, caiu um campeão do Oi Hang Loose Pro Contest, o de 2012, Miguel Pupo, que está voltando a elite do CT esse ano. Ele foi barrado pelo também paulista Geovane Ferreira no confronto vencido pelo ex-top da elite, o cearense Heitor Alves.

ELÉTRON ENERGY APRESENTA OI HANG LOOSE PRO CONTEST:
PRIMEIRA FASE – 3º=97º lugar (100 pts)/4º=105º lugar (40 pts):
Resultados da terça-feira:
1ª: 1-Luke Gordon (EUA), 2-Patrick Plachi (BRA), 3-Icaro Ronchi (BRA)
2ª: 1-Junior Lagosta (BRA), 2-Gabriel Adisaka (BRA), 3-Caia Souza (BRA)
3ª: 1-Kylian Guerin (FRA), 2-Kaue Auzier (BRA), 3-Victor dos Santos (BRA)
4ª: 1-Madson Costa (BRA), 2-Geovane Ferreira (BRA), 3-Caio Souza (BRA)
——-baterias que abriram a quarta-feira:
5ª: 1-Cauã Costa (BRA), 2-Vasco Ribeiro (PRT), 3-Pericles Dimitri (BRA)
6ª: 1-Douglas Silva (BRA), 2-Thomas Ledee (FRA), 3-Rodrigo Saldanha (BRA)
7ª: 1-Alan Jhones (BRA), 2-Victor Bernardo (BRA), 3-Bernardo Pigmeu (BRA)
8ª: 1-Kauê Germano (BRA), 2-Alan Donato (BRA), Pedro Costa Bernardi (BRA)

SEGUNDA FASE – 3º=49º lugar (US$ 400 e 300 pts)/4º=73º lugar (US$ 300 e 250 pts):
Resultados da quarta-feira:
1ª: 1-Filipe Toledo (BRA), 2-Luke Gordon (EUA), 3-Yuri Gonçalves (BRA), 4-Samuel Igo (BRA)
2ª: 1-Marcos Correa (BRA), 2-Marco Giorgi (URU), 3-Sidney Guimarães (PRT), 4-Patrick Tamberg (BRA)
3ª: 1-Weslley Dantas (BRA), 2-Santiago Muniz (BRA), 3-Ruben Vitoria (ESP), 4-Patrick Plachi (BRA)
4ª: 1-Joan Duru (FRA), 2-Junior Lagosta (BRA), 3-Mateus Sena (BRA), 4-Bino Lopes (BRA)
5ª: 1-Jake Marshall (EUA), 2-Jhonny Corzo (MEX), 3-Gabriel Adisaka (BRA), 4-Luan Carvalho (BRA)
6ª: 1-Willian Cardoso (BRA), 2-Charly Quivront (FRA), 3-Brayner Silva (BRA), 4-Yago Vaz (BRA)
7ª: 1-Ian Gentil (HAV), 2-Edgard Groggia (BRA), 3-Marco Fernandez (BRA), 4-Pedro Dib (BRA)
8ª: 1-Luel Felipe (BRA), 2-Robson Santos (BRA), 3-Luke Dillon (ING), 4-Kyllian Guerin (FRA)
9ª: 1-Jessé Mendes (BRA), 2-Renan Peres (BRA), 3-Gustavo Dvorquez (CHL), 4-Kaue Auzier (BRA)
10: 1-Madson Costa (BRA), 2-Wiggolly Dantas (BRA), 3-Matheus Navarro (BRA), 4-Brian Perez (SLV)
11: 1-Miguel Tudela (PER), 2-Deyvson Santos (BRA), 3-Hizunomê Bettero (BRA), w.o-Joaquin del Castillo (PER)
12: 1-Heitor Alves (BRA), 2-Geovane Ferreira (BRA), 3-Miguel Pupo (BRA), 4-Tyler Gunter (EUA)

Baterias que abrem a quinta-feira:
13: Jadson André (BRA), Enzo Cavallini (FRA), Kian Martin (SUE), Cauã Costa (BRA)
14: Flavio Nakagima (BRA), Lucca Mesinas (PER), Leo Casal (BRA), Ryan Kainalo (BRA)
15: João Chianca (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Vasco Ribeiro (PRT)
16: Alonso Correa (PER), Artur Silva (BRA), Roberto Araki (CHL), Douglas Silva (BRA)
17: Samuel Pupo (BRA), Manuel Selman (CHL), Pedro Neves (BRA), Thomas Ledee (FRA)
18: Nomme Mignot (FRA), Marc Lacomare (FRA), Bryan Picon (FRA), Dunga Neto (BRA)
19: Alejo Muniz (BRA), Ramzi Boukhiam (MAR), Alex Lima (BRA), Felipe da Silva (BRA)
20: Gatien Delahaye (FRA), Noe Mar McGonagle (CRI), Igor Moraes (BRA), Alan Jhones (BRA)
21: Maxime Huscenot (FRA), Marco Mignot (FRA), Fernando Junior (BRA), Victor Bernardo (BRA)
22: Ian Gouveia (BRA), Andy Criere (ESP), Luan Wood (BRA), Kaue Germano (BRA)
23: Lucas Silveira (BRA), Thiago Camarão (BRA), Mason Ho (HAV), Noe Ledee (FRA)
24: Yago Dora (BRA), Eduardo Motta (BRA), Guillermo Satt (CHL), Alan Donato (BRA)

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