Força da base não vem em vão: Figueirense é referência em categorias de base no País

Roberto Firmino é um dos grandes expoentes da base do Figueirense - Bruno Ribeiro/FFC/divulgação
Roberto Firmino é um dos grandes expoentes da base do Figueirense – Bruno Ribeiro/FFC/divulgação

O início de ano do Figueirense é promissor. Invicto no ano e líder no estadual, o Furacão, de Hemerson Maria, é uma das sensações desse início de temporada em todo o País. Se o técnico é o avalista dessa arrancada, o grupo de jogadores, formado em considerável parte por atletas da base, é o pilar que cada vez sustenta mais essa condição e a esperança do torcedor alvinegro em presente e futuro. 

A base do Figueirense está em alta e isso não é uma condição e sim uma realidade. O atual elenco é formado por 18 atletas lapidados no bairro do Estreito (de um total de 34). Antes disso, há 12 anos, o Furacão fora campeão do principal torneio de base do País. Roberto Firmino, um dos centroavantes mais letais do planeta, também foi criado nas ‘canteras’ do Alvinegro, assim como lateral-esquerdo e de seleção Filipe Luís, entre tantos outros. Em fevereiro de 2018, o clube foi congratulado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com um selo categoria A, de clube formador.

Segundo Murilo Flores, diretor institucional do Figueirense, o clube disponibiliza R$4 milhões para a base e R$14 milhões para os profissionais. São três categorias administradas – afora a profissional: sub15, sub17 e sub20 que somam 100 atletas. Destes, 68 são hospedados no estádio Orlando Scarpelli onde, segundo Murilo Flores, está de acordo com todas as obrigações junto aos órgãos responsáveis. E a atual administração quer mais: a direção está em processo de retomada de um projeto antigo que prevê a construção de alojamentos e de um hotel no CFT do Cambirela, em Palhoça.

“Esse volume de recursos e o tratamento que a gente dá, de prioridade na base, levou a ter um certificado de clube formador. A CBF exige instalações adequadas, amparo de saúde e de educação. Esse investimento é importante, principalmente, se levado em conta a proporção que é gasta com o profissional e com a base”, explicou Flores.

O diretor também falou sobre a tragédia registrada na última sexta-feira (8), no Ninho do Urubu, CT do Flamengo que vitimou dez jovens atletas. Além de lamentar, ele falou sobre as movimentações inevitáveis após o episódio e, principalmente, um pequeno “aprendizado”. “Um olhar mais humano, não olhar apenas para projetos de atletas e, sim, o lado humano, um lado que precisa de apoio. Temos tudo aqui no Figueirense para permitir que tenham uma vida de adolescente”, acrescentou.

A partir desse olhar sensibilizado, o dirigente alvinegro falou também sobre a intenção de aprimorar o tratamento nessa fase peculiar da vida humana. A intenção é dar uma espécie de premiação, de valorização das pequenas atitudes. “Por exemplo, o grupo de atletas que tiver o quarto mais organizado, terá direito a um jantar em um restaurante, uma noite no cinema, enfim, são adolescentes, também precisam de mais do que escola e treinamento”, justificou.

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