Futebol se aprende na escola: conheça o projeto campeão da Adiee, em Florianópolis

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Futebol feminino é uma realidade. Não está pronto ainda, é evidente, mas está no caminho. A Copa do Mundo que acontece na França é, talvez, um dos grandes pilares dessa afirmação. A série de reportagens trazida pelo ND, desde o fim de semana, traz hoje mais um pequeno sinal do que a modalidade entre as mulheres já representa na sociedade: a escolinha de futebol só para meninas.

Rayssa quer seguir o caminho da rainha Marta e brilhar nos campos do mundo – Anderson Coelho/ND

O endereço é conhecido e não é novo. Há 21 anos, estruturado no IEE (Instituto Estadual de Educação), com apoio da prefeitura de Florianópolis, Rogério Julis Rischter, 48, é professor e coordena o projeto voltado apenas para meninas em busca de talentos. Antes desse processo de lapidação, no entanto, há o espírito de inclusão que só o esporte é capaz de realizar.

O trabalho faz parte do Adiee (Associação Desportiva do Instituto Estadual de Educação) abrange não só alunos da escola, mas sim, toda a comunidade. Com mais de duas décadas de existência os frutos vem sendo colhidos e já podem ser vistos nos mais variados pisos: as duas últimas melhores atletas de fut7 do mundo: Ana Caroline da Cunha, a Aninha, em 2017, e Marina Hoher – personagem na primeira reportagem desta série – e atual detentora da condição de melhor do mundo.

Natália Pereira, a Menina do Laço, que recentemente ganhou o noticiário do mundo inteiro ao se habilitar a treinar junto às categorias de base dos meninos do Avaí, é outra atleta que passou pelos conceitos do Adiee.

O Adiee foi um dos melhores times que eu joguei, eu gostei muito de lá. Fui muito bem recebida lá, elas passavam a bola para mim, eu marcava gols e todo mundo vinha em cima de mim”, relatou a pequena Nati.

Brenda Ferreira Rodrigues, 25, trabalha como auxiliar do projeto e é a treinadora das categorias iniciais. Outro fruto desse projeto, ela encontrou nesse trabalho técnico a possibilidade de seguir vivendo uma paixão que começou no sonho de ser jogadora e, assim como milhares mundo a fora, foi interrompido em função de peças pregadas pelo destino.

Brenda, há pelo menos 15 no meio, exalta o crescimento desse movimento que implica na busca feminina pela carreira de jogadora profissional. “O que me chama atenção é o fato de as meninas menores procurarem o futebol feminino. Quando comecei, há dez anos, não tinha essa procura. A Nati (Pereira) foi uma que abriu muito as portas. Ajudou na divulgação da categoria de base do IEE, ajudou muito”, observou Brenda, formada em educação física.

Hoje, ela ministra as aulas das meninas de 7 a 12 anos e, segundo ela, são em torno de 30 crianças. Uma das dificuldades, conforme relata, ainda é o fato de haver pouco incentivo na região, de uma maneira geral, que inviabiliza a marcação de jogos e amistosos. Esse, segundo ela, foi um dos motivos que “empurrou” a jovem Natália Pereira até a categoria de base do Avaí.

Uma legião de “novas Martas”

“Aqui todas são iguais e só o esporte é capaz de fazer isso”. Esse foi o resumo de Rogério Riscter ao ser questionado sobre o projeto. O tutor, que leciona há 27 anos, lembra que a ideia surgiu no longínquo 1998 depois de ele diagnosticar uma espécie de “necessidade” de formar um futsal feminino.

Brenda e Rogério conduzem os treinos de um grupo cheio de sonhos – Anderson Coelho/ND

Paralelamente ao cuidado com a categoria das atletas há o auxílio em todas as frentes sempre prezando pela cidadania. Rogério pontua um contato “lúdico” no início pra que, acima de tudo, as crianças gostem de estar ali. “A parte lúdica serve para fazer com que a criança goste. Depois os destaques, se forem os respectivos casos, são encaminhados às categorias de treinamento. Aí tem o sub-12, o sub-14, o sub-16, sub-17, sub-18 e adulto”, elencou.

Tamanha consolidação, além dos frutos colhidos e espalhados nas mais variadas camadas da sociedade prevê um futuro. Ao menos, anseia por um. Segundo Rogério, o plano futuro é expandir esse projeto de Norte a Sul na Ilha de modo a melhorar a logística das meninas e o alcance dessa que, definitivamente, é uma paixão de brasileiros e brasileiras.

Esporte como instrumento social

“Aqui todas são iguais e só o esporte é capaz de fazer isso”. Esse foi o resumo de Rogério Riscter ao ser questionado sobre o projeto. O tutor, que leciona há 27 anos, lembra que a ideia surgiu no longínquo 1998 depois de ele diagnosticar uma espécie de “necessidade” de formar um futsal feminino.

Aulas vão das categorias sub-12 até adulto e ocorrem no ginásio do IEE, na Capital – Anderson Coelho/ND

Paralelamente ao cuidado com a categoria das atletas há o auxílio em todas as frentes sempre prezando pela cidadania. Rogério pontua um contato “lúdico” no início pra que, acima de tudo, as crianças gostem de estar ali. “A parte lúdica serve para fazer com que a criança goste. Depois os destaques, se forem os respectivos casos, são encaminhados às categorias de treinamento. Aí tem o sub-12, o sub-14, o sub-16, sub-17, sub-18 e adulto”, elencou.

Tamanha consolidação, além dos frutos colhidos e espalhados nas mais variadas camadas da sociedade prevê um futuro. Ao menos, anseia por um. Segundo Rogério, o plano futuro é expandir esse projeto de Norte a Sul na Ilha de modo a melhorar a logística das meninas e o alcance dessa que, definitivamente, é uma paixão de brasileiros e brasileiras.

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