Guia da Copa do Mundo Feminina: conheça os grupos e as craques das seleções participantes

Atualizado

Começa nesta sexta-feira (7), a oitava edição da Copa do Mundo Feminina de futebol, que será sediada na França, de 7 de junho a 7 de julho. A edição feminina do torneio conta com 24 seleções divididas em seis grupos com quatro equipes cada. As duas melhores seleções de cada grupo, mais as quatro melhores terceiras colocadas no geral avançam para a fase oitavas-de-final.

Marta, a principal jogadora da seleção brasileira e também da história do futebol feminino, é a maior artilheira da história das Copas com 15 gols – Lucas Figueiredo/CBF

A partida inicial do torneio acontece nesta sexta-feira, às 16h e será entre a anfitriã França e a Coréia do Sul, reeditando a partida das oitavas-de-final da última Copa, em 2015, quando as francesas venceram por 3×0. A seleção brasileira estreia neste domingo (9), quando encara a Jamaica às 10h30.

Na história do torneio, em suas sete edições já realizadas, as maiores campeãs são os Estados Unidos, que levantaram o caneco em três ocasiões, inclusive na última edição, em 2015. Na sequência aparece a Alemanha com dois títulos e Japão e Noruega, com um título cada.

Na edição de 2019 do torneio, oito das 24 seleções serão dirigidas por treinadoras mulheres, as outras 16 equipes são treinadas por homens. Será também a primeira vez na história do torneio que o campeonato será transmitido por 2 emissoras de TV aberta no Brasil.

Confira a seguir os grupos e o destaque de cada time na competição:

Grupo A

  • França: participando de sua 4ª Copa do Mundo, a terceira em sequência, as francesas despontam como uma das grandes favoritas para levar o título, ao lado de Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. A base da seleção é formada por jogadoras do Lyon, atual tetracampeão europeu. A grande estrela da seleção é a volante Amandine Henry, de 29 anos, que atua no Lyon, e também pode jogar mais avançada. Amandine comanda as chegadas ofensivas da equipe e tem como principal arma o chute de média e longa distância. A França tenta ser a segunda seleção da história a sediar o torneio e sagrar-se campeã, feito atingido apenas pelos Estados Unidos em 1999.
  • Noruega: únicas campeãs mundiais do grupo, as norueguesas chegam à França para participar de sua oitava Copa do Mundo. Apesar dos resultados ruins nas últimas competições disputadas (Eurocopa, Olimpíadas e Copa de 2015), as norueguesas chegam embaladas por uma ótima campanha nas eliminatórias, onde lideraram o grupo que contava com a Holanda, atual campeã europeia. A Noruega chega ao torneio desfalcada de sua principal jogadora, a atacante Ada Hegerberg, que decidiu não participar da Copa do Mundo Feminina em protesto pela disparidade de pagamentos, condições de trabalho e reconhecimento entre homens e mulheres. Com a ausência de Hegerberg, o grande destaque da equipe fica com a atacante Caroline Graham Hansen, que depois de ser tri-campeã alemã pelo Wolfsburg, transferiu-se para o Barcelona no último dia 20 de maio.
  • Coréia do Sul: a Coréia do Sul chega à França para disputar sua terceira Copa do Mundo tendo como grande objetivo repetir a campanha de 2015 e ao menos passar pela fase de grupos. O grande trunfo da seleção para alcançar seu objetivo é a solidez defensiva da equipe, que não tomou nenhum gol nas quatro partidas que disputou na Copa da Ásia. O destaque da equipe é a camisa 10 Jo So-yun, que atua no Chelsea, da Inglaterra, e foi escolhida para a seleção do campeonato inglês nas últimas quatro temporadas.
  • Nigéria: grande força do futebol africano, tendo conquistado nove das 11 edições da Copa Africana de Nações, a Nigéria é uma das seleções presentes em todas as edições da Copa do Mundo Feminina. O momento, entretanto, não é dos melhores. No último título africano, as nigerianas encontraram muitas dificuldades em marcar gols e a última vez que passaram da fase de grupos em uma Copa do Mundo foi em 1999. Assim como as sul-coreanas, o grande objetivo é passar pela fase de grupos. Asisat Oshoala é a grande estrela da equipe, a atacante do Barcelona já foi eleita três vezes como a melhor jogadora africana e explodiu para o mundo do futebol em 2014, quando ganhou a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro no mundial sub-20.

Aos 41 anos de idade, Formiga vai disputar sua sétima Copa do Mundo – Rafael Ribeiro/CBF

Grupo B:

  • Alemanha: uma das favoritas ao título na França, a Alemanha é uma das seleções a ter participado de todas as edições da Copa do Mundo Feminina. As alemãs já disputaram três finais, sagrando-se campeãs em duas oportunidades e também são as atuais campeãs olímpicas. Ao lado da goleira Almuth Schult e da meio-campista Dzsenifer Marozsán, recém-recuperada de uma embolia pulmonar, a atacante do Wolfsburg e capitã da seleção, Alexandra Popp é a grande estrela de equipe e também maior esperança de gols da Alemanha.
  • Espanha: considerada a segunda força do Grupo B, a Espanha disputa apenas a sua segunda Copa do Mundo, nunca tendo passado pela fase de grupos. Apesar de não possuir muita experiência na competição, a seleção espanhola vem em uma crescente muito grande e credenciada pelo título mundial sub-17 em 2018 e pelo vice-campeonato no mundial sub-20, disputado no mesmo ano. A base da seleção espanhola é formada pelo Barcelona, que cedeu 10 jogadoras para a disputa da competição. Uma das principais jogadoras do país, a atacante Vero Boquete, que atua no PSG da França foi deixada de fora da convocação final, com a isso, a esperança de gols se concentra em Jenni Hermoso, artilheira da última Liga Espanhola.
  • China: a China chega à França para disputar a sua sétima Copa do Mundo, tendo ficado de fora de apenas uma edição. Sua melhor colocação foi o vice-campeonato em 1999, quando perdeu a final para os Estados Unidos. O grande objetivo do país em 2019 é brigar pelo segundo lugar do grupo com as espanholas e garantir sua volta ao mata-mata da competição. A grande artilheira e camisa 10 da seleção é a experiente Li Ying, mas a esperança para essa competição está depositada na jovem jogadora do PSG, Wang Shuang, que já foi inclusive chamada de “Leo Messi mulher”.
  • África do Sul: disputando sua primeira Copa do Mundo Feminina, a África do Sul chega sem muitas expectativas ao torneio e sendo apontada como uma das seleções mais fracas, mas pronta para surpreender. O principal trunfo da seleção é a sua grande força ofensiva, faltando apenas caprichar um pouco mais na conclusão das jogadas. Apesar de a experiente Janine van Wyk possuir mais de 150 jogos pela seleção e ter o recorde de partidas entre homens e mulheres pelo país, a grande esperança sul-africana está na atacante do Beijing BG Phoenix da China, Thembi Kgatlana, de apenas 1,56m mas, com um faro de gol muito apurado.

Grupo C

  • Brasil: mais um país a ter disputado todas as edições da Copa do Mundo Feminina, a seleção brasileira chega para o torneio em uma das piores fases de sua história. Atualmente ocupa o 10º lugar no ranking da FIFA, sua pior posição na história, e chega ao torneio com um retrospecto de ter perdido as últimas nove partidas que disputou, incluindo uma derrota para a Austrália, que também está no grupo C. Muito contestado desde as Olímpiadas de 2016, quando não conseguiu fazer a equipe jogar o futebol que se esperava, o técnico Vadão chega muito pressionado. Pela primeira vez o Brasil chega ao torneio sem estar entre as favoritas, mas uma seleção que conta com Marta, a melhor jogadora da história do futebol feminino sempre pode surpreender. Vale destacar também a experiência de Formiga na equipe, a jogadora vai disputar a sua sétima Copa do Mundo.
  • Austrália: tendo ficado de fora de apenas uma edição da Copa do Mundo, a Austrália chega a edição de 2019 vivendo seu melhor momento na história, apesar da troca recente de treinador, ocupando o 6º lugar no ranking da FIFA. A seleção australiana se destaca pela imposição física de suas jogadoras, marca do time masculino também e pelo sistema de jogo agressivo, com uma linha de marcação muito alta, sempre pressionando a saída de bola do time adversário. A derrota por 5×3 para os Estados Unidos nos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo deixa evidente a fragilidade defensiva da equipe, que pode ser muito bem explorada pelo Brasil com jogadoras como Marta e Cristiane. A principal estrela da equipe é a atacante Sam Kerr, de apenas 25 anos, mas sendo a maior artilheira da história da liga feminina dos Estados Unidos e da Austrália. Kerr também figurou entre as 10 finalistas do prêmio de melhor do mundo da FIFA em 2018.
  • Itália: de volta para a Copa do Mundo Feminina após 20 anos, a Itália chega para disputar a competição pela terceira vez em sua história. O ponto forte da equipe é a solidez defensiva, prova disso é o fato de ter sofrido apenas quatro gols em oito partidas durante a disputa das eliminatórias europeias. A grande estrela da equipe é a atacante Barbara Bonansea, que atua na Juventus. A atacante que completará 28 anos no dia 13 de junho, durante a disputa da Copa do Mundo também é graduada em economia.
  • Jamaica: a seleção jamaicana, que faz sua estreia contra o Brasil, irá participar de sua primeira Copa do Mundo. O grande trunfo da equipe é seu poderoso ataque, que marcou 53 gols durante o período classificatório para a competição. A grande estrela da equipe é a atacante Bunny Shaw, de apenas 22 anos. Shaw se destacou nas eliminatórias, onde marcou 19 gols e no total já tem 26 gols em 30 aparições com a seleção jamaicana.

Maior campeã olímpica e mundia, a seleção norte-americana vai em busca de 4º título na Copa do Mundo. – US Soccer

Grupo D

  • Inglaterra: depois de conquistar o terceiro lugar em 2015, a Inglaterra chega a esta edição da Copa do Mundo Feminina como uma das grandes favoritas ao título. Sob o comando da estrela do futebol masculino, Phil Neville, as inglesas de destacam pela facilidade em adequar seu estilo de jogo conforme a adversária que enfrentam. Outro ponto positivo para as inglesas é a fartura de seu elenco, permitindo que o técnico possa fazer um rodízio entre as atletas, o que acaba facilitando bastante o trabalho de mudar o estilo de jogo da equipe. A grande estrela do time é Lucy Bronze, considerada a melhor lateral-direita do mundo e indicada a finalista do prêmio da FIFA de melhor jogadora do mundo em 2018. Bronze jogou em times masculinos até os 12 anos, quando foi expulsa pela federação inglesa e atualmente joga no Lyon, considerado o melhor time do mundo.
  • Japão: as japonesas são outras a terem disputado todas as edições da Copa do Mundo e são um dos únicos quatro países que já venceram o torneio. Após o título de 2011, a equipe ainda venceu o mundial sub-17 em 2014 e o sub-20 em 2018, tornando-se a primeira seleção campeã mundial em todas as categorias. A grande estrela da equipe é a zagueira Saki Kumagai, que fez parte inclusive da equipe mundial em 2011, tendo convertido o pênalti decisivo na final contra os Estados Unidos. Kumagai atualmente joga pelo Lyon, da França e foi uma das finalistas do último prêmio de melhor do mundo promovido pela FIFA.
  • Escócia: a seleção escocesa disputa sua primeira Copa do Mundo Feminina, mas ao contrário das outras seleções estreantes, tem o sonho de disputar com o Japão uma vaga para a próxima fase do torneio. O bom desempenho nas eliminatórias europeias e na recente derrota por apenas 1×0 contra os Estados Unidos as credenciam para isso. A grande jogadora do time é a meia-ofensiva Kim Little, que defende o Arsenal, da Inglaterra. Após ter sofrido uma lesão grave no final de 2018, Little vem em ótima fase embalada por ter conquistado o primeiro título do seu clube nos últimos sete anos.
  • Argentina: voltando a disputar uma Copa do Mundo após 12 anos, a seleção da Argentina nunca passou da fase de grupos. Ao analisar os adversários da edição de 2019 também não deverá ser dessa vez que isso vai acontecer. A seleção passou por um momento conturbado após os Jogos Pan-Americanos de 2015,e sem apoio financeiro da confederação local só voltou a disputar uma partida no ano de 2018. Se a expectativa atual não é de classificação, espera-se ao menos que um bom desempenho no torneio possa desenvolver a categoria no país. O primeiro passo já foi dado com a criação de uma liga profissional com a participação de 16 equipes. A grande estrela da seleção é a atacante Sole Jaimes, que atua no Lyon da França, mas, já jogou pelo Santos no Brasil e foi campeã e artilheira do Campeonato Brasileiro 2017.

Grupo E

  • Holanda: a Holanda disputa em 2019 apenas a sua segunda Copa do Mundo Feminina, a primeira foi em 2015, quando chegou até as oitavas-de-final. As “leoas laranjas” como são conhecidas, tem a expectativa de melhorar a campanha nesta edição, depois de conquistar o título na Eurocopa 2017. Apesar de uma defesa frágil, a Holanda tem como seu ponto forte um envolvente ataque em velocidade, que conta com o trio formado por Van de Sanden, uma das jogadoras mais velozes do mundo, a artilheira Vivianne Miedema e a ponta do Barcelona Lieke Martens, que foi eleita a melhor jogadora do mundo em 2017 pela FIFA.
  • Canadá: a seleção canadense chega à França para disputar a sua sétima Copa do Mundo e divide o favoritismo do grupo com as holandesas. O Canadá, que atualmente ocupa a quinta posição no ranking da FIFA, tem como ponto forte da equipe uma defesa muito sólida, que passou cinco, dos seis jogos disputados em 2019, sem sofrer gols. Por outro lado, no setor ofensivo a equipe sofre com a falta de criatividade e de uma companhia para a artilheira Christine Sinclair, limitando-se a alçar bolas longas na área e jogando em função da ligação direta. Sinclair é a grande estrela da equipe e a segunda maior artilheira da história do futebol feminino. A atacante de 35 anos recentemente ultrapassou a marca de 180 gols e agora busca o recorde da norte-americana Abby Wambach, que tem 184 gols.
  • Nova Zelândia: a Nova Zelândia é uma seleção que reina soberana na Oceania, recentemente conquistou seu quarto título continental consecutivo com uma campanha em que venceu os cinco jogos que disputou marcando 43 gols e não sofrendo nenhum. Porém, na Copa do Mundo, a equipe chega para a sua quinta participação mas, sem nunca ter passado pela primeira fase. A seleção nunca foi conhecida por praticar um futebol bonito, apesar da superioridade contra as adversárias continentais, portanto, deve jogar bastante fechada e basear seu jogo na defesa para buscar a façanha de finalmente avançar para a segunda fase. A grande jogadora da equipe é uma zagueira, Abby Erceg, que atua no North Carolina Courage, dos Estados Unidos, e aos 29 anos de idade já soma mais de 100 aparições pela sua seleção.
  • Camarões: a seleção camaronesa não possui resultados muito expressivos no futebol feminino, chega para participar apenas de sua segunda Copa do Mundo. A boa notícia é que logo em sua primeira participação, na edição de 2015, já conseguiu passar pela fase de grupos e chegar às oitavas-de-final. Para surpreender adversárias mais poderosas, como as holandesas e canadenses, Camarões deve basear seu jogo em uma marcação muito forte e apostar nos contra ataques. A principal jogadora e esperança de gols da equipe encontra-se atualmente sem clube. Gaëlle Enganamouit, que marcou três gols na última Copa do Mundo e já foi considerada a melhor jogadora do continente, rescindiu seu contrato com o Malaga, da Espanha, após sofrer com seguidas lesões. Enganamouit optou por se preparar exclusivamente para a Copa do Mundo.

Seleção francesa tenta se tornar a segunda da história a conquistar a Copa do Mundo Feminina jogando em casa – Richard Loyant – Photos FFF

Grupo F

  • Estados Unidos: maiores campeãs mundiais, e também maiores campeãs olímpicas, as norte-americanas chegam à França como uma das grandes favoritas, ao lado de França, Alemanha e Inglaterra. Até o mês de janeiro, a seleção dos Estados Unidos vinha de uma impressionante invencibilidade de 28 jogos, o que as credencia para buscar seu quarto título mundial. Com uma defesa desfalcada, e sofrendo mais gols do que o habitual no ano de 2019, a grande aposta da seleção norte americana é no poderoso ataque formado por Morgan, Tobin Heath, Mallory Pugh, Christen Press e Carli Lloyd. A grande estrela da equipe é a experiente atacante Megan Rapinoe, de 33 anos, e que na última temporada pelo Seattle Reign participou de 13 gols em 17 partidas.
  • Suécia: uma das maiores potências da história do futebol feminino, a Suécia participou de todas as edições da Copa do Mundo Feminina, mas nunca foi além do vice-campeonato conquistado em 2003, quando perdeu para a Alemanha. O grande desafio para as suecas será superar a fragilidade defensiva, principalmente nas bolas paradas. No ataque a equipe é bem servida com nomes como Stina Blackstenius e Kosovare Asllani que costumam vencer jogos com seu talento individual. Asslani inclusive é o grande nome da equipe, sua visão de jogo e técnica muito acima da média podem ser os diferencias de uma equipe que pode surpreender no torneio.
  • Tailândia: as tailandesas chegam para disputar seu segundo mundial consecutivo sem grandes expectativas. Na estreia, em 2015, fizeram história ao se tornarem a primeira equipe profissional do país a se classificar par um torneio mundial. Não fizeram feio e saíram de lá com uma histórica vitória de 3×2 sobre a Costa do Marfim. A base da equipe é formada pelas jogadoras que participaram do mundial de 2015, a técnica Nuengruethai vai apostas na experiência e entrosamento da equipe para surpreender. A grande esperança de gols da equipe é a veloz e experiente atacante, Kanjana Sungngoen, de 32 anos.
  • Chile: a seleção chilena chega para disputar a sua primeira Copa do Mundo feminina. Apesar da falta de experiência, o treinador Jose Letelier aposta em um estilo de jogo ofensivo baseado em muita posse de bola, ao melhor estilo Jorge Sampaoli em seus melhores momentos comandando a seleção chilena masculina. Letelier estimula suas jogadoras a contruirem o jogo com passes curtos desde a defesa, sem “chutões”. A grande estrela da equipe é a goleira Christiane Endler, que atua no PSG, da França. Endler recentemente foi considerada a melhor goleira do campeonato francês e atualmente é considerado uma das melhores jogadoras do mundo.

Confira os jogos do Brasil na Copa do Mundo Feminina:

09/06 (domingo): Brasil x Jamaica 10:30

13/06 (quinta-feira): Austrália x Brasil 13:00

18/06 (terça-feira): Itália x Brasil 16:00

Mais conteúdo sobre

Copa do Mundo Feminina