História sendo escrita: FCF realiza primeira edição da Recopa Catarinense

Figueirense e Brusque jogam por taça nesta quinta-feira (4), no estádio Orlando Scarpelli, a partir das 19h. O jogo é válido pela 1ª edição da Recopa Catarinense que coloca, frente a frente, os campeões do Campeonato Catarinense e a Copa Santa Catarina, ambos, em 2018. O Figueirense confirmou, nesta segunda-feira, ingressos a R$5 para o jogo decisivo.

Leia mais

Trata-se de, em tese, uma novidade.  E o futebol, como nos mostra historicamente, é resistente quanto ao novo. Inspirado em modelos de sucesso, a FCF (Federação Catarinense de Futebol) vai estrear, nessa temporada, a primeira edição da sua recopa.

Além da transmissão da partida para todo o Brasil em um canal de assinatura, o Figueirense, em nome da sua casa cheia, confirmou preços promocionais para todos os setores do estádio. Com um agasalho – que deve ser obrigatoriamente um casaco – o adepto paga R$5. Menores de 12 anos devidamente identificados e acompanhados entram de maneira gratuita.

Hemerson Maria, em entrevista coletiva concedida na última semana, adiantou que o time que vai a campo será o que tem jogado como titular. Além da pressão por decidir uma taça dentro da sua casa, a finalíssima vai servir como um teste para a sequência da Série B que será retomada no próximo dia 13 de julho, em jogo matutino contra o América-MG. O Brusque, do técnico Waguinho Dias, realiza uma das melhores campanhas da Série D do Campeonato Brasileiro.

O meia Fellipe Mateus, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (1), falou da importância do jogo.

“Será com a maior seriedade possível, como se trata de um título e também um grupo que é o Brusque, um dos destaques da Série D, a gente vai encarar com seriedade, respeitar eles”, explicou. “Mesmo que teoricamente não seja um título de expressão, para o clube vai ser importante”, disse.

Fellipe Mateus, do Figueirense, pede seriedade para o jogo contra o Brusque – FFC/divulgação

Um nome com grife

Os torcedores podem até torcer o nariz para a primeira edição da Recopa Catarinense. Mas também é verdade que trata-se de um enfrentamento de muito sucesso em todo o planeta. As principais ligas da Europa – e as secundárias também – adotam esse enfrentamento e usam como balizadora da temporada.

A Supercopa da UEFA – ou anteriormente Supertaça Europeia – já computa 44 edições e é considerada a terceira principal competição do Velho Continente. O duelo, que é disputado em jogo único, reúne os campeões da Liga dos Campões x Liga Europa e marca o início do calendário europeu.

Na Inglaterra, o berço do futebol, já foram realizadas 96 edições da taça que é encarada como a quarta principal do País. Na Espanha a competição é mais recente. Na temporada 2019/2020 completará sua 36ª edição.

Na América do Sul a Conmebol é um pouco mais “atrasada”. Em 2019, a Recopa Sul-Americana foi vencida pelo River Plate-ARG que bateu o Athletico (PR). O enfrentamento marcou 20 anos da primeira edição.

No Brasil a CBF anunciou a Supercopa do Brasil para 2020. Será a estreia da nova competição que vai colocar, frente a frente, os campões da Copa do Brasil e da Série A em dois jogos.

Mais uma moeda da rivalidade

A FGF (Federação Gaúcha de Futebol) criou a Recopa Gaúcha em 2014. Na ocasião foi motivo de piada entre os torcedores gaúchos – e fora do Estado. Houve, inclusive, uma espécie de constrangimento com a possível comemoração da taça e isso não se concretizou pelo fato de o menor ter vencido o maior: o Pelotas ganhou do Inter por 3 a 2 e sagrou-se campeão.

De lá para cá a fórmula mudou e chegou a ser, em 2018, disputada em ida e volta. Nesse ano o modelo voltou ao tradicional de apenas um jogo e foi vencido pelo Grêmio.

Seis edições depois já há um sentimento de rivalidade pelo maior detentor dessa taça. Atualmente o Inter soma duas conquistas e é o “maior campeão”. Pelotas, Lajeadense, São José e Grêmio estão empatados com uma cada.

Futebol