Indefinição no calendário ameaça futuro de clubes catarinenses

Com o calendário do ano temporariamente suspenso em função da pandemia do coronavírus, o futebol brasileiro (também) tateia seu destino e seu futuro que, no momento, é de incerteza.

Em um âmbito mais restrito, o futebol catarinense pode não conhecer o desfecho da sua principal competição: o campeonato estadual. Enquanto os clubes grandes do Estado se contorcem para manter o pagamento dos atletas e funcionários, o grupo dos menores – que não tem calendário nacional – mal sabe o que fazer com os contratos em vigência que devem vencer nos próximos dias.

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São os casos do Juventus de Jaraguá do Sul e do Concórdia, no Oeste do Estado. Sem divisões a serem disputadas, os clubes aguardam o posicionamento da Federação Catarinense de Futebol (FCF) que, recentemente, confirmou também seu período de suspensão das atividades.

Estádio João Marcatto oferecido para centro de tratamento do coronavírus – Foto: Juventus/mídiasocial

A reportagem entrou em contato com ambos os clubes, mas ambos preferiram aguardar a entidade.

Série C reivindica ajuda

Presidentes dos 20 clubes componentes da Série C do campeonato brasileiro, a terceira divisão, reuniram-se na última terça-feira (31) junto a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para reivindicar uma espécie de ajuda de custo no valor de R$1,5 milhão, dividido em seis parcelas.

Clubes da Série C reivindicam auxílio da CBF – Foto: CBF/divulgação

Para Danilo Rezini, presidente do Brusque, esse desejo é descrito como “emergencial”. Questionado sobre o prejuízo deixado pelo período de bola parada, o presidente do quadricolor revelou que não tem essa perda em números, mas admite que é uma certeza que a agremiação trabalha.

Além do mandatário brusquense, os demais representantes terão um retorno da CBF na próxima terça-feira (7), onde a Comissão Nacional de Clubes, relativos a Série C, voltarão a encontrar-se para deliberar sobre o que fazer no que diz respeito as despesas que tendem a acumular enquanto o cenário não “normaliza.”

Já o presidente do Criciúma, Jaime Dal Farra, argumenta com a dificuldade financeira da terceira divisão e o “poderio” da entidade máxima do futebol.

“A CBF tem um poderio grande. A ideia é que eles nos ajudem. A Série C é complicada financeiramente, mas pedimos seis parcelas de R$250 mil para cada clube, senão fica difícil suportar. Precisamos de ajuda”, ponderou.

Grandes em férias (ou modo de espera)

Foi quase um efeito cascata que os clubes do futebol brasileiro, um a um, foram assegurando o período de férias aos seus atletas e funcionários. Serão 20 dias prorrogáveis por mais dez. Se somar o período, além de um tempo para que os atletas recoloquem a forma física em dia, não teremos bola rolando no Brasil antes da metade de maio.

Destaque da temporada – suspensa – Valdívia está em férias, assim como o restante do elenco do Avaí – Foto: André Palma Ribeiro/Avaí FC

Ao passo que o futuro do futebol brasileiro se consolida em uma grande incógnita, os grandes clubes do Estado também se resguardam.

Avaí, Figueirense, Chapecoense (Série B) e Joinville (Série D) – somado aos outros dois da Série C – concederam férias aos seus elencos.

No Furacão, em entrevista concedida a Rádio Figueira, o presidente Norton Boppré assegurou o pagamento da folha de março. Já o mês que vem o cenário deve se alterar já que, o clube precisa acertar a redução individualmente.

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