JEC 40 anos: a história de Osni Fontan, o ex-capitão que entrou na primeira partida da história

A história do JEC se confunde com a de Osni Fontan. Joinvilense, 67 anos, ele faz parte de 20 dos 40 anos que o Tricolor completará em 29 de janeiro. Neste dia, em 1976, com 28, o ex-jogador entrou como capitão do JEC na primeira partida da história do clube. No campo do Caxias, Joinville e Vasco empataram por 1 a 1, mas o placar não era um prenúncio do que viria.

Germano Rorato/arquivo/ND

Osni Fontan hoje cuida da administração do CT do Morro do Meio

De 1976 a 1985 foram muitos gols e títulos, e Fontan esteve à frente do time em quatro destes anos. Único octacampeão de Santa Catarina, o JEC só não teve sua hegemonia maior porque um formulismo atrapalhou o terceiro título do Coelho no seu terceiro ano de existência. “Fomos tricampeões só em 78 porque em 77 fomos campeões do primeiro e do segundo turno do Catarinense e tivemos de jogar um hexagonal. Ao invés de octa, poderíamos ser dez títulos consecutivos”, relembra Osni Fontan, autor do primeiro gol do JEC em Estadual, em 1976, diante do Marcílio Dias.

A frase que mais descreve o Tricolor é motivo de orgulho do ex-jogador e hoje superintendente administrativo do clube. Para Fontan o ano de 1976 jamais será esquecido. Mesmo com quatro anos como jogador e mais 16 como dirigente, o artilheiro diz nunca ter visto nada parecido no clube, como fora no ano em que o JEC “Nasceu campeão.” “Foi impressionante. O grupo se uniu, o JEC pagou todos os atrasados que tínhamos nos clubes, fez contratos profissionais e não parecíamos rivais, éramos amigos”, revela.

Depois de oito anos de Caxias, Fontan e seus companheiros “tiveram” de se juntar aos rivaisdo América para formar o Joinville Esporte Clube.

A ascensão imediata do Tricolor foi o que mais surpreendeu o ex-jogador. Fontan conta que a expectativa de torcida e dirigentes era de que o time se tornaria grande em quatro ou cinco anos, mas com um time forte e 21 vitórias, dez empates e apenas cinco derrotas, a Taça Henrique Labes foi levantada por Fontan. “O Ernestão estava sendo preparado para a Série A. Jogávamos no América. Eu era o capitão e batedor de pênaltis do time”, orgulha-se.

Uma vida dedicada ao futebol

Único ex-atleta vivo a jogar no Caxias, no América e no JEC, Osni Fontan é um dos nomes da administração do Tricolor, e um dos responsáveis pelo CT do Morro do Meio. Depois que parou de jogar, em 1979, foram 20 anos longe do futebol, mas só para trocar de lado no “balcão”. “De 79 até 2009 fiquei comentando jogos em rádios de Joinville. A minha vida toda eu fiz aqui. Tive propostas de ir para times como o Grêmio, mas eu tinha um bom emprego e ainda jogava no Joinville”, comenta o ex-jogador e dirigente do meio do futebol desde 2009, onde já ocupou cargo, inclusive de diretor.

Montagem/Arquivo Pessoal/ND

Fontan ergueu o primeiro troféu de campeão do JEC, em 1976

A satisfação de “carregar” o clube que ajudou a fundar é imensurável para o ex-jogador. No entanto, o prazer de ser lembrado e confundido com a história de um dos maiores clubes no Brasil não há taça e dinheiro que pague. “Sempre digo que futebol é a melhor profissão do mundo. Você tem todos os cuidados médicos, de vestimenta, apoio à família e ainda é remunerado para isso”, avalia o cartola que, quando jogador, nunca passou de dez salários mínimos como rendimentos, ainda que fosse o grande nome do time da década de 70.

Confira o calendário da série JEC 40 anos:

8/1 – Osni Fontan e o pontapé inicial

13/1 – O primeiro jogo do JEC na história

15/1 – Nardela: eterno ídolo da maior paixão do joinvilense

20/1 – As oito estrelas que ornamentam o manto tricolor

22/1 – O retorno à elite após quase três décadas

27/1 – Ivan: goleiro artilheiro e o único bicampeão brasileiro

29/1 – Anderson Miranda, o dono dos números do Tricolor 

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