Joinvilense vai “muito bem” na sua primeira partida como árbitro no Catarinense

Cinésio Mendes Junior fez sua estreia na arbitragem na elite do futebol do Estado

Arquivo Pessoal/divulgação/ND

Cinésio Mendes Junior (ao centro) apitou Inter de Lages x Brusque, em Lages, no domingo (28)

“Fez uma boa arbitragem. Era o primeiro jogo na Série A. Já passou por todas as categorias, foi relacionado para esse jogo e foi muito bem.” Assim o joinvilense Cinésio Mendes Júnior, 34 anos, teve sua atuação avaliada pelo instrutor técnico e também assessor de arbitragem da FCF (Federação Catarinense de Futebol), Vayran da Silva Rosa.

A partida a qual o avaliador se referiu, em entrevista ao ND, foi realizada no domingo, 28 de fevereiro, data que jamais será esquecida pelo árbitro. Enquanto o JEC enfrentava a Chapecoense em casa, Cinésio apitava Inter x Brusque, em Lages, na sua estreia na elite do futebol estadual. “Estou no meu melhor momento. Acho que comandei bem a partida tanto tecnicamente quanto disciplinarmente. Acho que meu avaliador gostou da minha atuação”, destacou o joinvilense, que está na arbitragem desde 2012, mas que ingressou no quadro da FCF apenas em 2013. A partida valeu também para que Joinville voltasse a contar com um árbitro comandando um jogo de Série A, algo que não acontecia a mais de 20 anos.

De lá para cá foram inúmeros jogos nas categorias de base, nos profissionais nas séries C e B e mais de dez como quarto árbitro. A persistência e a experiência foram coroadas com uma atuação segura na estreia em Lages, com direito a quatro cartões amarelos, dois para cada lado. “Estava ansioso. Estreia é muito diferente, estava acostumado com jogos de pouca torcida.

Analisar meu próprio jogo é complicado, mas preciso melhorar algumas coisas como postura, posicionamento, mas deu tudo certo, o jogo transcorreu normalmente”, revelou Cinésio, que antes de se aventurar no apito, se destacava nas competições do futebol amador de Joinville, onde foi artilheiro por muitos anos em equipes como Serrana, Serbe, América e Tupy. Atualmente o joinvilense diz não participar mais de partidas “disputadas”. “Jogo uma pelada ou outra, mas me cuidando para não me machucar”, brinca Cinésio, que também já atuou como jogador profissional, inclusive no Catarinense.

Já a primeira vez que foi árbitro de um jogo de profissionais não traz tão boas lembranças a Cinésio. Em 2013, na Série C, a estreia virou caso de polícia quando foi preciso retirar um quero-quero em Itajaí, numa partida entre Navegantes e Pinheiros e, por isso, teve de assinar um termo circunstanciado. Algo, porém, já superado e sem maiores proporções, como contou o próprio árbitro.

Árdua missão em campo

Se o jogador de futebol sonha em jogar na seleção brasileira, na Europa e em grandes clubes, o objetivo profissional de um árbitro de futebol é ingressar no quadro da Fifa. Aos 34 anos e modesto, Cinésio Mendes Júnior tem sonhos mais rasos, como se tornar um árbitro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ainda mais que a idade máxima, que era de 35 anos, passou para 40. “Já passei por todas as outras categorias. Agora, na Série A [do Catarinense] preciso de mais quatro jogos. Enquanto tiver chance vou lutar”, comenta o árbitro.

Mesmo que destaque pontos a melhorar, o que ainda preocupa Cinésio é o comportamento das equipes. Para ele, o controle da partida é a tarefa mais árdua de um juiz de futebol, mesmo que esteja bem fisicamente e tecnicamente, como se autodescreve. “Estamos sempre no fio da navalha. As equipes não enxergam os árbitros como alguém que está ali para ajudar, fazer o jogo da melhor forma, mas sim como alguém que vai atrapalhar. Essa é uma triste cultura de transferência de responsabilidade. São 22 jogadores, mais comissão técnica e o banco, contra um árbitro”, lamenta o árbitro, que na avaliação do instrutor da FCF como preciso no quesito disciplinar e técnico na sua primeira aparição como árbitro principal na elite do futebol de Santa Catarina.

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