Joinville aposta na juventude no Catarinense

Especialistas opinam se falta experiência e confiança à equipe, que na estreia teve média de idade de 23,8 anos

Carlos Junior/Arquivo/ND

Somando os jogadores do elenco do Tricolor em 2016, a média de idade é de 22,6 anos

O Joinville que apostou na experiência de jogadores como Marcelo Costa, Marcelinho Paraíba e Kempes em 2015, começou o ano de 2016 forma diferente, ou pelo menos mais jovem. Se no ano passado Oliveira era o goleiro titular na terceira rodada, por exemplo, na mesma rodada nesta temporada Jhonatan foi o camisa 1. A diferença de idade entre ambos, 33 de Oliveira à época e 24 de Jhonatan agora, elucidam a nova fórmula do Tricolor: juventude.

Em contrapartida, mesmo jovem, com um elenco que tem média de idade de pouco mais de 22 anos, a falta de confiança ou ousadia foi o que se viu diante do Criciúma na terceira rodada do Catarinense. A leitura foi feita pelo técnico PC Gusmão, que diante do Tigre mandou a campo um time com média de 24,6 anos. “Quando a gente abre o jogo para eles, os jogadores têm de acreditar, ter confiança. Quando a gente repete os trabalhos é porque a gente tem confiança nesses jogadores. Principalmente quando pegar o adversário mais aberto”, destacou o treinador ao final do jogo no Sul do Estado, vencido pelo time da casa por 2 a 1.

A idade, porém, não é vista como determinante nas atuações do Tricolor, uma vez que os jogadores têm o apoio da Comissão Técnica, independentemente da bagagem. “Responsabilidade todos eles vão ter. Se eles estão no profissional, eles têm de se preparar bem para estarem bem nas oportunidades”, comentou Gusmão, antes do duelo da última rodada.

Um desses jovens e donos da confiança do treinador é o zagueiro Danrlei, 21 anos, que atuou nos dois primeiros jogos como volante (o primeiro como titular) e na terceira partida do Catarinense iniciou como volante e atuou todo o segundo tempo como zagueiro, na sua. “É bom ter a confiança do treinador para atuar em duas posições. Melhor ainda quando damos conta do recado. Me coloco à disposição para atuar como zagueiro ou volante”, avaliou o jogador, que treina no profissional desde 2014 e acredita que a sequência de jogos dará a confiança aos jogadores naturalmente.

Médias de idade do JEC em 2015 e 2016

Estreia Catarinense 2016

Média 23,8

Agenor – 26

Mário Sérgio – 24

Bruno Aguiar – 29

Rafael Donato – 26

Diego – 20

Danrlei – 21

Anselmo – 26

Gustavo Sauer – 22

Willian Popp – 21

Welinton Júnior – 22

Felipe Alves – 25

Titulares no último jogo/idade

Média 24,6

Jhonatan – 24

Edson Ratinho – 29

Bruno Aguiar – 29

Rafael Donato – 26

Diego – 20

Danrlei – 21

Anselmo – 26

Diego Felipe – 27

Gustavo Sauer – 22

Welinton Júnior – 22

Felipe Alves – 25

Estreia do Catarinense 2015

Média 27,3

Ivan – 31

Luis Felipe – 23

Bruno Aguiar – 29

Guti – 23

Rogério – 31

Naldo – 25

Anselmo – 25

Augusto César – 22

Marcelo Costa – 34

Fabinho – 31

Rafael Costa – 27

Estreia do JEC no Brasileirão 2015

Média 28,1

Oliveira – 33

Sueliton – 28

Bruno Aguiar – 29

Guti – 23

Rogério – 31

Naldo – 25

Wellington Saci – 30

Marcelo Costa – 34

Augusto César – 22

Welinton Júnior – 22

Kempes – 32

Falta “casca” ao time do JEC?

A baixa média de idade nem sempre está atrelada a falta de “casca” do time. Muitos times jovens como o Santos, por exemplo, mostram que é possível chegar longe apostando na base e na juventude dos atletas. O que complica é a qualidade dos jogadores. Se pegarmos Diego e Mário Sérgio, ambos jovens, mas não estão jogando bem. Diego, na Série A do ano passado jogou muito mais do que apresentou até agora. E dá para dizer que “falta casca” para eles? Vamos ver com William Paulista, jogador de 30 anos e com boa experiência, se as coisas melhoram dentro de campo. Mas ter líderes como Agenor, Bruno Aguiar e Anselmo, e dizer que falta experiência é complicado. Falta, sim, qualidade no ataque (todos os jogadores precisam mostrar mais) e principalmente nas laterais. Na zaga e no meio o time está bem servido, mas fica manco porque se o conjunto não funciona o resultado geralmente não é dos melhores. Futebol é um esporte coletivo e de nada adianta o ataque marcar quatro se a defesa levar cinco gols. Falta qualidade técnica para o time de PC Gusmão. A experiência é algo que vem com o tempo, mas esse não é o principal motivo para a queda de rendimento do time.

Juca Miguel, colunista do ND/Joinville

É notório que faltam jogadores de maior “peso” no meio e no ataque tricolor. Considerando o que vimos no ano passado e a reestruturação que o clube passa para a Série B, era de se imaginar que o início de temporada seria para alguns testes, que trouxeram resultados bem preocupantes. Não vejo Wellinton Júnior e Felipe Alves como jogadores em condição de trazer esse “algo a mais” para o time. Mariano Trípodi tem suas chances, mas também não aproveita. O centroavante William Paulista é uma tentativa de conseguir algo diferente. Certo é que o clube terá de ir ao mercado para tentar achar alguém que dê essa ousadia que PC Gusmão tanto pede. E já que o que está aí não dá resultado, não há problema algum em dar chance ao jovem Adriano para buscar algo novo lá na frente. Se essa reação não vier contra o Metropolitano, o primeiro turno do campeonato já vai ficar bem complicado.

Rodrigo Santos, colunista ND/Florianópolis

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