“Jogou para o gasto”

    A frase que intitula esta nota é do técnico Argel Fucks e ilustra bem como foi o Joinville, diante do Brusque, ontem, na Arena. O Tricolor largou na frente logo no começo em belo gol de Ramon, com origem numa troca de passe com Alex. O time criou oportunidades – só no primeiro tempo foram oito finalizações -, mas esteve longe de ser o Joinville do segundo tempo contra o Criciúma ou do primeiro tempo diante de Avaí e Chapecoense. Esta tranquilidade excessiva com o resultado chegou a ficar perigosa no segundo tempo. Até os 15 minutos, por exemplo, o Brusque tinha finalizado três vezes contra apenas duas do Joinville. A torcida até acendeu o time por alguns minutos – enquanto o Figueirense empatava com o Camboriú e o Tricolor levava o título do returno -, mas foi a entrada de Aldair, que ajudou o JEC a definir a classificação. O jogador passou por marcadores, serviu Badé e recebeu novamente para colocar no ângulo o gol da vaga nas semifinais.

Aposta

    No meio do returno, o colunista havia apostado em Figueirense, Joinville, Avaí e Metropolitano entre os semifinalistas. Destes, errei o Metropolitano. O Avaí mostrou poder de reação – fruto da qualidade de seu elenco – e Chapecoense reagiu, me surpreendendo. O Criciúma provou que não tinha time com qualidade – terminou apenas em sétimo no Estadual.

Semifinais

   O Figueirense é mais qualificado tecnicamente que o Joinville. O próprio técnico Argel Fucks chegou a intitular o Joinville como “franco-atirador” nestas semifinais. A chance tricolor será matar o Figueirense no primeiro jogo. Nas semifinais, o primeiro critério de desempate é o saldo de gols. Se vencer e puder abrir boa vantagem na Arena, o JEC terá mais chances no Orlando Scapelli. É difícil? Com certeza. Mas o time de melhor campanha pode fazer uma exibição abaixo da média num jogo e colocar o campeonato a perder. Cansamos de ver exemplos como estes por aí. E se o Alvinegro fizer esta atuação abaixo do ideal em Joinville, os comandados de Argel Fucks não podem perder esta oportunidade. Uma Arena com 20 mil pessoas pode ajudar a dar este “plus” no combustível do JEC.

-Joinville e Figueirense disputaram semifinais em algumas ocasiões recentes. Em 1999, o Figueirense foi campeão e passou pelo JEC depois de um 1 a 0 no Ernestão (gol de Toninho) e um 1 a 1 no Orlando Scarpelli. Em 2003, o Figueirense fez 3 a 1 na Capital e empatou por 2 a 2 em Joinville – num Ernestão debaixo d’água.

– Em 2010, teve a semifinal do returno. O empate em jogo único favorecia o Figueira e foi o que aconteceu. Placar de 0 a 0 no Scarpelli. Em 2011, semifinal do turno e vitória do Figueirense, em jogo único, por 3 a 1, no Scarpelli.

– Na final de 2006, o JEC fez 2 a 1 no jogo de ida, mas perdeu por 3 a 0 no Scarpelli. Como se vê, o retrospecto é totalmente favorável ao Alvinegro. Mais uma missão complicada para o técnico Argel Fucks e seus comandados: quebrar este tabu.

– “Podemos dizer, pelos números, que é uma final antecipada.” Argel, comentando o confronto entre JEC e Figueirense, no próximo domingo, às 16h, na Arena.