Em projeto liderado por campeão olímpico, Florianópolis pode voltar a ter um time de vôlei

Florianópolis está perto de reviver os bons momentos do voleibol. Liderado pelo campeão olímpico em Barcelona-1992, Paulão, o projeto está em fase de captação de parceiros e já no segundo semestre uma equipe adulta deverá jogar as primeiras partidas. O passo seguinte está próximo de ser dado e a meta é retornar à Superliga masculina no segundo semestre de 2021.

Campeão Olímpico em 1992, Paulão está à frente de projeto de vôlei em Florianópolis – Reprodução Facebook/ND

Em alguns dias, o projeto deve fechar uma parceria com uma universidade local. De acordo com Paulão, existem as conversas e o acerto entre as partes está bastante próximo. “Falta definir coisas como valores, percentuais e bolsas, por exemplo. Quero muito a universidade próxima do projeto”, explica. “Tenho certeza que sai”, celebra.

A ideia é consolidar um time realmente competitivo para a disputa da Superliga B em 2021, competição realizada de janeiro a abril e obrigatória para quem deseja jogar o torneio principal, a Superliga, normalmente a partir de outubro de cada ano.

Nessa primeira fase, o valor para manutenção do time é de R$ 2 milhões por ano. Paulão preferiu não abrir quem são as empresas parceiras nesse momento. “Quando lançarmos o projeto apresentaremos todas”, disse.

Já no segundo semestre de 2019 e em 2020 a expectativa é que o time já participe de alguns torneios e da chamada Superliga C. A montagem do elenco, claro, ainda depende de recursos, mas deve ter o seu ponto de partida com um levantador. “É o coração do time”, crava. Para a posição o preferido é Sandro, de 38 anos, ex-Sada/Cruzeiro.  Ele já auxilia nos bastidores e tem tudo para ser o primeiro nome da equipe, que será formada por nomes conhecidos e rodados aliados a jovens talentos. “É uma exigência para jogarmos a Superliga B ter um time mesclado”, explica.

Ginásio é um problema

Paulão ressalta a maior dificuldade do novo projeto: um lugar para jogar. O Capoeirão, segundo ele, estaria defasado e uma das opções seria a construção de uma arena própria, erguida a partir do investimento da iniciativa privada. “Tem muita gente interessada”, garante.

Além disso, cinco núcleos de voleibol entrarão em funcionamento em escolas das redes pública e privada de Florianópolis. Um centro de excelência e aperfeiçoamento deve ser montado, com o objetivo de qualificar atletas, ex-atletas e demais profissionais ligados à modalidade.

Paulão não descarta ser o treinador dessa nova equipe, mas essa decisão ainda não foi tomada. O que ele garante é que o comandante à beira da quadra será alguém de muito renome nacional.

Anos de glória

De 2005 a 2012 o vôlei de Florianópolis foi o mais vitorioso do Brasil no período, com quatro títulos de Superliga, além de um Sul-Americano de Clubes, em 2009. A primeira metade do extinto projeto da Cimed teve como gestor principal o atual técnico da seleção brasileira masculina Renan Dal Zotto.

Nomes como Bruninho, Lucão, Sidão e Thiago Alves fizeram história no voleibol nacional, assim como Paulão, em outra época, marcou toda uma geração com o ouro olímpico em Barcelona, em 1992.

Ao lado de ídolos como Carlão, Tande, Marcelo Negrão e o levantador Maurício, Paulão ficou marcado como parte de um time comandado por José Roberto Guimarães – hoje na seleção feminina – que levou o Brasil ao lugar mais alto do pódio após uma final inesquecível contra a Holanda.

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