Maratona: Avaí terá sequência de três jogos em intervalo de nove dias

O Avaí encerra sua participação na Série A em pouco mais de um mês, ou, de maneira prática, em nove rodadas. Dentre os efeitos do polêmico calendário do futebol nacional, um deles é o pouco espaço entre as partidas que, sazonalmente, é testemunhado em terras tupiniquins.

Betão conversa com Pedro Mohr, responsável pelo setor de fisiologia do clube – Foto: Avaí FC/ND/divulgação

O Leão da Ilha, por exemplo, fará de domingo (3) até a outra segunda (11), três jogos, o que indica um jogo a cada três dias. Esse acúmulo, embora gere desconforto entre técnicos de futebol e atletas, é praxe na inchada temporada de futebol no País.

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Para que essas sequências não interfiram no desempenho dos jogadores, a comissão técnica dos atletas adota um trabalho de monitoramento individualizado e na separação do grupo em duas partes: atletas com maior número de jogos e outros com menor “minutagem”.

“De modo geral a gente procura trabalhar os dados individualizados. Mesmo assim, de um lado ficam os atletas com maior sequência de jogos onde temos cuidado com a força dos trabalhos. Já os atletas que não têm tantos minutos de jogo a gente tenta dar uma carga boa, que compense essa falta de minutagem”, explicou Pedro Augusto Morh, 34 anos, que há dez trabalha no clube.

Fator emocional não interfere no desempenho

Em situação delicadíssima na tabela o Avaí, mais do que nunca, precisa vencer seus jogos. A frieza dos números indicam, inclusive, um aproveitamento de 100% dos pontos nos nove jogos restantes para o término da competição.

Atualmente o representante de Florianópolis é 20º com 17 pontos, 15 atrás do Cruzeiro, o primeiro time fora da zona maldita.

Questionado sobre o quanto essa “pressão” influencia dentro do desempenho físico dos jogadores, Pedro entende que os casos são analisados individualmente mas que, grosso-modo, o fator mental não tem domínio sobre as dificuldades ou vulnerabilidade física dos atletas.

“Não percebo isso como algo que vai ser determinante, as vezes, faz com que os atletas corram mais que o necessário, os casos são muito pontuais”, resumiu Pedro.

Além da preparação de olho em 2020, Pedro também respondeu a situação das lesões, sobretudo, nesta Série A onde vários atletas vem sendo acometidos. O fisiologista lembrou que lesões de destaque como Iury e Daniel Amorim, são lesões originadas em traumas e, dessa forma, fica impossível precaver.

“São lesões traumáticas no joelho, a partir de torção, choque, enfim, situações que não existe um trabalho que consiga prevenir especificamente”, explicou.

Sobre o suposto alto número de lesionados, Pedro lembra que atualmente o elenco apresenta um quadro normal.

“Normalmente se tem de 10% a 15% do plantel com alguma lesão, que representa de 3 a 4 atletas lesionados para um grupo de 30 a 35 jogadores. No momento temos os dois casos de joelho (Daniel Amorim e Iury), além do volante Jonny Mosquera”, explicou.

Para a próxima temporada o profissional lembra que os casos, assim como o transcorrer da temporada, são analisados de maneira individual. Atletas que estão lesionados, que voltam apenas em 2020 e que provavelmente vão seguir no clube, já possuem algum trabalho pré-selecionado.

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