Conteúdo por Gazeta Esportiva

Médico do Vasco fala sobre repercussão de casos positivos de coronavírus

O Vasco iniciou os treinos em São Januário nesta semana. No entanto, boa parte do elenco não está presente por ter testado positivo para coronavírus nos exames realizados pelo departamento médico cruzmaltino.

Ao todo, 16 jogadores entraram em quarentena após terem resultado positivo para covid. O grande número de casos fez o Vasco ser abordado em artigo no jornal New York Times. Mesmo assim, o médico Marcos Teixeira defendeu os procedimentos realizados pelo clube.

“É normal ter este tipo de repercussão na mídia, porque se olhar no calor do momento: ‘Nossa, 16 jogadores tiveram contato’. Na verdade, isso reflete o estado do contato das pessoas frente ao coronavírus. O vírus está aqui, no Estado, no Brasil e no mundo. Vai permanecer desta maneira até que haja um remédio ou vacina que leve a cura”, disse.

Marcos acredita que surgirão mais casos de jogadores com coronavírus (Foto: Divulgação/Marcos Teixeira)

Marcos Teixeira explicou que todos os jogadores em quarentena foram orientados para fazer uma série de ações para não propagar o vírus nos familiares mais próximos.

“Esses 16 jogadores testaram positivo para anticorpos contra o coronavírus. Eles entraram em contato, nós imaginamos de uma forma recente, cerca de 30 dias antes dos exames. Então, como forma de prevenção de saúde, fizemos uma série de ações de distanciamento. Isso vai proteger o jogador, como as pessoas que vivem na mesma casa”, declarou.

O médico projetou que os próximos clubes que aderirem ao protocolo devem ter mais casos positivos para coronavírus. “Talvez, se fizéssemos os testes há dois meses este número seria menor. Talvez um clube que vá testar daqui a quinze dias possa encontrar esses números em percentual maior. Ainda mais, se algum clube não tiver implementado todas as ações de saúde. Isso é mais um motivo para o Vasco ter feito os testes em massa”, concluiu.

O elenco do Vasco tem realizado apenas trabalhos físicos e de fisiologia, como permitido pelas autoridades cariocas. A diretoria cruzmaltina espera o aval da Prefeitura para começar os treinos com bola com os jogadores.

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