Minotauro abre o jogo sobre aposentadoria: ‘Não penso em um futuro longo’

Peso-pesado analisa seu futuro no esporte, declara amor ao MMA e explica que ideia é pendurar as luvas 'numa boa situação': 'Não quero parar perdendo lutas'

Aos 37 anos, Rodrigo Minotauro é dono de um dos currículos mais respeitáveis na história do MMA. Ao se tornar ídolo no extinto PRIDE, o baiano foi um dos pioneiros do esporte no Brasil e ergueu a banderia verde e amarela diante de grandes adversários. Depois de 44 lutas, o baiano está prestes a encarar Roy Nelson, no UFC de Abu Dhabi, nesta sexta-feira. E embora não pareça, o peso-pesado também está perto de encarar um adversário difícil na carreira de todo atleta: a aposentadoria.

Em entrevista ao LANCE!Net, o brasileiro abriu o jogo sobre seu futuro no MMA e revelou que não pretende se manter em atividade no esporte por muito tempo. O resultado da luta desta sexta, inclusive, pode indicar o caminho a ser seguido.

– Não penso muito em um futuro muito longo para frente. Quero terminar minhas lutas que tenho no contrato. Depois que a gente for fazendo as lutas e dependendo dos resultados, a gente vai repensando em que situação vou estar na carreira. Quero parar numa boa situação. Não quero parar perdendo lutas – explicou a lenda.

Minotauro vive do MMA desde 1999, um caso raro no esporte. Veterano, o lutador não se preocupa com tempo ou idade ao declarar seu amor pelo que mais gosta de fazer na vida: lutar. Ele ainda aponta a experiência como uma de suas principais armas no octógono.

– Acho que o lutador experiente tem um diferencial na hora da luta, sabe como é um aperto, sabe virar uma luta. A experiência me ajuda na hora de tomar um aperto e virar uma luta, na hora de aproveitar o momento certo. Acho que a experiência é uma das minhas grandes armas. Enquanto tiver saúde pra poder treinar, vontade e paixão pelo que faço, vou seguir lutando. Gosto muito de treinar, gosto desse ambiente de academia. Amo o que faço. Nasci pra isso – declarou o ex-campeão do PRIDE e do UFC.

Minotauro treina wrestling em preparação na Team Nogueira (FOTO: Luis Fernando Coutinho)

Enquanto a hora de parar não chega, o Nogueira segue dividindo seu tempo entre os treinos e o gerenciamento das franquias da Team Nogueira espalhadas pelo mundo. Tudo, claro, com a ajuda do irmão Rogério Minotouro.

– Além de estar formando muitos faixas pretas, estamos com 25 escolas abertas em todo o Brasil, temos também em Dubai, na Flórida, na Califórnia… São mais de 7.500 alunos, sendo 2.500 mulheres. Estamos criando uma legião de malhadores que perdem peso através da arte marcial. E 95% não são nem competidores. Tem empresários, dentistas… A gente motiva muita gente. Eu luto, mas tomo conta das academias também. Conseguimos dividir o tempo em duas coisas – finalizou.

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