Morre em Florianópolis aos 103 anos o ex-remador Álvaro Elpo

Álvaro Elpo conquistou 150 medalhas nas quatro décadas em que remou pelo Aldo Luz, mas não realizou o sonho de chegar aos 105 anos. O ex-atleta, que participou de algumas das principais conquistas do remo catarinense, morreu na manhã desta segunda-feira, em Florianópolis, aos 103 anos, de causas naturais. Torcedor fanático do Figueirense, clube que viu ser criado, em 1921, Álvaro Elpo teve o corpo velado no cemitério do Itacorubi e será cremado em Balneário Camboriú.

Elton Damásio/Arquivo ND

Álvaro Elpo na comemoração dos seus cem anos

O remador começou tarde no esporte, aos 25 anos, em 1937. Vestindo as cores do Aldo Luz, Elpo, que era timoneiro, o tripulante responsável pela navegação, ganhou um Campeonato Brasileiro e quatro títulos sul-americanos, sempre acompanhado de outros grandes nomes da modalidade como Edison Wesphal, Francisco Schmidt, Hamilton Cordeiro e a lenda Sady Cayres Berber. Em entrevista ao Notícias do Dia sobre o seu centenário, em 2012, Elpo contou o segredo para se tornar campeão. “É primeiro tomar vontade, depois crença, e um dia a vitória chega”, contou na época.

O presidente da Feresc (Federação de Remo do Estado de Santa Catarina), Carlos Alberto de Melo Dutra, o Liquinho, lamentou a partida de Álvaro Elpo. O dirigente também revelou que a entidade fará uma regata em homenagem ao ex-timoneiro, no dia 27 de fevereiro. “Ele era conselheiro do clube, ajudou a promover os atletas mais jovens. Foi muito importante para o remo brasileiro. É uma grande perda. As cinzas dele serão distribuídas na Baía Sul ou Norte, dependendo das condições do vento”, afirmou.

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