No Dia Mundial da Bike, Igor Amorelli fala dos treinos em tempo de isolamento social

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Reforço do Fluminense, o atacante Fred deixou Minas Gerais, na última segunda-feira (1), rumo ao Rio de Janeiro de bicicleta, em um ato beneficente. Esse gesto exemplifica um entre os milhões de comportamentos de atletas que utilizam a ‘magrela’ no dia a dia como instrumento de treinamento, lazer e/ou deslocamento.

Nesse time, Neymar Jr e o campeão olímpico de vôlei Nalbert também fazem parte. E, no Dia Mundial da Bike, o meio de transporte secular se mostra ainda mais relevante, inspirador e uma tendência a curto e médio prazos.

Triatleta e primeiro brasileiro a ser campeão do Ironman Florianópolis, Igor Amorelli teve de adaptar todo o treinamento por conta do isolamento social. As atividades na bicicleta, por exemplo, ganharam suporte do rolo e de um aplicativo para que ele pudesse manter a forma física sem precisar sair de casa.

Triatleta Igor Amorelli em trabalho em tempo de pandemia – Foto: Rômulo Cruz/Red Bull/divulgação

“Eu adaptei meus treinos para o formato indoor. Usei muito o aplicativo Zwift, que me permite simular diferentes percursos, além de pedalar com outros ciclistas. E, eu nem preciso falar o quão presente a bicicleta está no meu dia a dia. Eu treino quase todos os dias. E, na parte social, por estar muito envolvido com o esporte, a maioria dos meus amigos pedalam. Então, quando não estou treinando com algum amigo, estou falando sobre bicicleta com eles”, afirma o atleta.

De acordo com dados da startup brasileira ‘semexe’, especializada no setor de bicicletas e acessórios, durante os últimos meses, houve um aumento exponencial na procura por bikes e rolos, chegando a ocasionar fila de espera para obtenção do produto, devido à alta demanda por aqueles que gostariam de treinar em casa.

Ultramaratonista de montanha e principal nome do País na modalidade, a mineira Fernanda Maciel mora em Chamonix (FRA), uma cidade com apenas centenas de moradores. Devido ao isolamento social, também passou a utilizar a bicicleta no dia a dia, com auxílio de um rolo. Deste modo, uniu a paixão por pedalar a um treinamento eficiente em casa.

“’Como eu sou corredora de ultramaratona e em montanha, a bicicleta me dá duas coisas muito importantes: volume, ou seja, a bike me ajuda a acumular horas de treinamento, porém sem impacto. É muito bom ter a bike, pois eu continuo movendo as pernas, ganhando horas de volume e sem impacto. E eu uso muito a bike para subir montanha. Eu consigo ganhar muita força de quadríceps subindo com a bike de speed. E isso me ajuda demais na corrida. É muito bom ter o quadríceps forte pra não ter problema de joelho, como nas descidas de corrida. Nesta quarta-feira, aliás, vou fazer cinco horas na bicicleta”, afirma a atleta.

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