O legado de Vogelsanger

     “Hoje, saio feliz. Temos 8.000 sócios. A maior conquista foi recuperar o carinho das pessoas pelo JEC. Isso não tem preço. Acordamos um gigante adormecido.” As palavras do presidente Marcio Vogelsanger, do Joinville, descrevem sob a visão dele mesmo o maior legado no Tricolor. Na verdade, o maior legado de Vogelsanger, em minha opinião, foi recolocar o JEC numa condição mais digna nacionalmente. Há dois anos, o Tricolor não estava nem entre os 100 clubes que participavam das quatro séries do Campeonato Brasileiro. Hoje, ocupa um lugar na Série B e até vislumbra uma Série A. Evolução gigante para quem havia se nivelado por baixo nas disputas fracassadas da Copa SC. O torcedor do JEC nunca foi acostumado a ver o clube como um coadjuvante no Estado. E nem se acostumará. Se hoje o orgulho existe, é sinal de que o JEC recuperou seu lugar e merece confiança. Os acessos foram as grandes conquistas de Vogelsanger no Tricolor. Portanto, a missão realmente está cumprida.

Finanças

    Depois de anos com mais despesas do que receitas, hoje o Joinville parece respirar um pouco mais aliviado financeiramente. Segundo o presidente Marcio Vogelsanger, a saída do clube acontece num momento em que as finanças estão equilibradas. O aumento das receitas dos patrocinadores, a maior arrecadação dos sócios, as rendas dos jogos e, principalmente, a ajuda da CBF – algo que não acontecia na Série D e na Série C, por exemplo – ajudam o Tricolor a manter suas contas em dia. “Se tivéssemos a receita que foi prometida pelo BMG e pela Eletrosul, poderíamos investir cerca de R$ 150 mil por mês na estrutura. O clube cresceria muito”, lamentou Vogelsanger. De fato, com aquela receita, o JEC poderia aumentar a estrutura do CT, valorizar a base e transformar o sonho da Série A em algo mais real.

A sucessão

 

Carlos Junior/ND

Nereu Martinelli deve assumir a presidência do Joinville em 60 dias

 

    Não haverá uma chapa concorrente a de Nereu Martinelli. O conselho deliberativo está unido e apoia as decisões tomadas pelo grupo que tem ainda o presidente do conselho deliberativo, João Martinelli, o vice-presidente executivo, Vilfred Schapitz, e o presidente, Marcio Vogelsanger. A chegada de Nereu mudará, talvez, a forma como o clube é conduzido. O próprio Vogelsanger admitiu ter mais o estilo linha-dura, que não é característico de Nereu. “Não sei se meu estilo é o certo. Talvez, tenha que ser um pouco mais maleável e o Nereu poderá ser assim”, reconheceu. Outra mudança que pode acontecer é na presidência do conselho. Em entrevista à coluna, João Martinelli disse preferir a troca para “oxigenar as ideias”. A permanência no cargo só ocorrerá caso seja “algo sem saída”. “A minha vontade é identificar uma pessoa com este perfil para sempre promovermos um rodízio.”

– No ano passado, fiz reportagem sobre o atraso de seis dias sem salário no JEC, algo denunciado pelos próprios funcionários do clube. Agora, de maneira coerente, vale citar que a diretoria antecipou o salário seis dias antes, algo para motivar o grupo na decisão de domingo, em Florianópolis. “No JEC, as coisas sempre foram muito certinhas. Qualquer atraso provoca irritação. Agora, adiantamos para motivá-los ainda mais”, disse Vogelsanger.

– O lutador joinvilense Marciano Eduardo da Rosa, 16 anos, embarcou ontem para o Rio de Janeiro onde vai disputar o Brasileiro de jiu-jítsu até domingo. O atleta disputa as lutas na categoria juvenil, peso pena, até 58 kg. Marciano é atleta faixa azul da academia Gracie Floripa/Joinville e tem no currículo 18 medalhas em 15 competições disputadas em dois anos na modalidade. (Diogo Maçaneiro)