Palmas e muita emoção na despedida de Vitor Isaías em Biguaçu

Familiares, amigos e apaixonados pelo futebol se despediram de Vitor Isaias, 15 anos, com palmas e muita emoção na tarde deste domingo (10) no cemitério municipal de Biguaçu. Velado no ginásio Carlos Alberto Campos, no Estreito, em Florianópolis, o corpo da jovem revelação da categoria de base do Flamengo foi sepultado no início da tarde, na cidade vizinha.

Familiares prestaram últimas homenagens para Vitor Isaías, morto aos 15 anos, no incêndio do Ninho do Urubu - Foto: Marco Santiago/ND
Familiares prestaram últimas homenagens para Vitor Isaías, morto aos 15 anos, no incêndio do Ninho do Urubu – Foto: Marco Santiago/ND

Trazido em cortejo liderado pelo Corpo de Bombeiros de Florianópolis, o caixão com o corpo do atleta chegou ao cemitério municipal de Biguaçu no início do tarde e foi recepcionado por palma de dezenas de pessoas, entre amigos, familiares e populares. Com a bandeira do Flamengo na mão, Jocelito José da Silva, o DJ Kavalinho, amigo da família, não segurou a emoção.  “Agora ele vai jogar lá no Reino de Deu e brilhar no céu”, gritou.

Reunidos em torno do caixão, familiares e amigos ligados a Igreja Messiânica Mundial, fizeram uma oração em japonês, o Amatsunorito, seguido do Pai Nosso, antes do padre Vânio da Silva fazer as rezas para encomendar o corpo. “Vitor quer dizer vitorioso, e ele venceu na Terra, pois agora está nas mãos de Jesus Cristo”, declarou Silva.  Do lado do caixão, a vó Josete era amparada pelo filho e pai biológico do atleta. Bastante emocionados, os pais adotivos, Sergio e Jana, e o irmão Kenzo, também buscaram forças para se despedir de Vitor.

 De acordo com o tio avó Carlos Manoel, o abalo na família foi grande com a perda do jovem e carismático atleta. “Ninguém espera uma coisa ruim dessas. A Jô (vó) ia se mudar para o Rio de Janeiro no mês de julho, pois ele tinha bastante futuro, e jogava como gente grande”, relatou.  O tio avó lembra que Vitor estava eufórico com as novidades da carreira no Rio de Janeiro, para onde havia se mudado em agosto de 2018. “Ele ia jogar na grama do Maracanã pela primeira vez”, contou.  

 Amigo da família, Fábio Rodrigo Felix Laurentino se mudou recentemente para o Rio de Janeiro para acompanhar o filho, Dudu, também atleta da base do Flamengo. Ele contou que chegou a convidar Vitor para morar com ele e o filho no início do ano, porém, o atleta preferiu ficar no alojamento do Ninho do Urubu. “Aquele ambiente do CT era o que ele amava. A brincadeira, o funk, tudo aquilo. Ele estava feliz”, disse Fábio.  

 Empresário da jovem revelação do Flamengo, o ex-jogador Savio Bortolini também foi se despedir do atleta e falou sobre o menino. “A gente costuma ter uma ligação bem próxima com os atletas e o Vitor era uma promessa, um garoto muito bom, alegre, sempre sorridente”, lembra Sávio, que esteve com o jogador em um shopping na recente passagem dele por Florianópolis durante as férias no início de janeiro.

Amigo da família, Alexandre Alves Gomes também se despediu de Vitor Isaias, a quem tratava com um filho. “Ele era um guri muito bacana. Isso que estamos vendo aqui não é à toa”, disse Alexandre, apontando para o grande número pessoas que estiveram no sepultamento.  “O sonho dele era dar uma casa para a vó”, revelou Alexandre, que conhecia Vitor desde os oito anos de idade, quando jogava na equipe de futsal da APAFF, em Florianópolis, ao lado do filho dele, Diego Alexandre.

Torcedores do Flamengo espalhados pela Grande Florianópolis também compareceram ao cemitério para prestar as últimas homenagens ao atleta. “Eu conheço o pessoal da família dele por parte de pai, mas mesmo que eu não conhecesse, hoje é um dia da família Flamengo, de estar unido. Quem é flamenguista está sofrendo desde sexta-feira”, declarou Keila Siqueira.  “Mesmo quem não é Flamengo está sofrendo. Basta ser um ser humano”, completa o também flamenguista Albano Evaldo Schutz.

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