Palmeiras começa a temporada com a paciência como ‘lema’

Alviverdes pedem calma com o time, reforços e estreias no início do centenário. Paciente, Mazinho é a ‘prova’ que a fórmula pode dar certo

Divulgação

Por conta do centenário, a volta à Série A e a inauguração do Allianz Parque, a empolgação poderia definir o 2014 do Palmeiras. Porém, após duas semanas de treino e um jogo, outra palavra é o “lema” do Alviverde: paciência.

E justamente a estreia já deu mostras de que isso será preciso, principalmente no início de ano.

A começar pela situação da equipe dentro de campo. A parte física ainda está bastante defasada por conta dos poucos dias de preparação, o que diminui o rendimento dos jogadores. Só com o tempo o elenco alcançará um nível melhor.

Por conta disso, o time chegou a ser vaiado em alguns momentos da estreia. Quem também precisará ter paciência será o torcedor, até a equipe encaixar. E é justamente isso que o técnico Gilson Kleina quer.

– Peço (paciência à torcida) e falei isso ao time, para não desorganizar. Precisamos ganhar jogos, focar, ser competentes. O apoio da torcida foi fundamental, crescemos juntos. Na hora da cobrança tem de ter paciência e na vitória não pode ter euforia – declarou ele.

A virada sobre o Linense foi um claro exemplo da necessidade de ter tranquilidade, tecla na qual Kleina bate muito. Ele pediu ao time que não se desorganizasse por estar atrás no marcador. A vitória veio e, segundo os próprios jogadores, graças à calma que o grupo mostrou.

A postura de paciência também tem sido mostrada – e pedida – pela diretoria nas negociações, sobretudo nas tratativas mais longas, como com Bruno César e Moreira. Segundo os dirigentes, a intenção é fazer contratações pontuais, para não cometer erros de avaliação.

Os vários que já chegaram também se encaixam na lista dos “pacientes”. Dos sete contratado, só dois estrearam. Segundo Kleina, o processo de colocá-los no time será individualizado, só depois que todos estiverem em condições boas e possam jogar com qualidade. Muitos ainda estão em fase de condicionamento físico justamente para não pular etapas (veja abaixo).

E se a palavra da vez no Palmeiras é a paciência, o destaque da estreia é a maior prova de que isso dá certo.

Isso porque Mazinho chegou ao clube em 2012, brilhou no começo e caiu muito de produção, sendo bastante xingado pela torcida. Passou um ano emprestado ao futebol japonês e voltou no início de 2014.

Logo na estreia, mostrou que o tempo afastado do clube foi ótimo. Marcou um golaço, deu uma assistência e foi o nome do jogo. Segundo ele, o empréstimo o fez voltar mais experiente e preparado ao Alviverde para atuar no centenário.

O 2014 do palmeirense está só começando. Reforços, estreias, time, torcida… Tudo ainda deverá evoluir muito na temporada. Para isso, é preciso atender ao pedido de todos no Palmeiras: é preciso ter paciência.

Ainda não estrearam

Leandro
A negociação acabou mais de uma semana após o início da pré-temporada. Perdeu vários dias de treino e não está em condições de atuar.

Mendieta
Passou por cirurgia no joelho esquerdo no final de 2013 e não jogou mais. Está sendo preservado para retornar ao time em condições e sem sofrer lesões.

Victorino
Chegou com a pré-temporada em andamento. Não joga há mais de 15 meses e está em recuperação física.

Lúcio
Também chegou depois e o último jogo foi em julho. Segue se recondicionando.

Eguren
Mais um preservado da estreia por conta de dores. Segue trabalho físico.

Valdivia
Tem uma programação especial para não sofrer lesões e tem feito trabalhos físicos e com bola.

Reforços
William Matheus e Marquinhos Gabriel chegaram depois e também estão na parte de condicionamento físico.

Confira um ‘com a palavra’ de Fabiano Xhá, preparador físico do Palmeiras:

“Durante a competição, principalmente porque temos que condicionar no meio dela, fazer o elenco chegar a 100% fisicamente é muito difícil.

Agora é jogo quarta e domingo, e não dá para dar ênfase à parte física. É fazer a manutenção e a recuperação dos jogadores.

No meio do Paulista tem que chegar em ascensão, não pode cair. Nossa expectativa é de que do meio para frente do torneio eles estarão bem próximos do ápice, para terminar o campeonato em um nível bom fisicamente.

Embora ninguém tenha se reapresentado muito abaixo, o tempo curto de pré-temporada atrapalha, pois temos que apurar também a equipe tática e tecnicamente. Tivemos que atropelar um pouco por isto. Os jogadores ainda estão um pouco presos, fazendo mais força para correr, mas é algo normal pelo momento”

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