Perdeu a grande chance

O Joinville teve ontem uma partida ideal para reverter a vantagem do Figueirense nas semifinais do Campeonato Catarinense. O Alvinegro entrou em campo sem a dupla de ataque – Aloísio e Julio César – jogava melhor, mas sofreu o primeiro gol da partida aos 11 minutos, em bola parada cobrada por Ricardinho. O Tricolor se empolgou e ficou com um jogador a mais, quando Túlio acabou expulso aos 21 minutos por agressão a Bruno Rangel. Nervoso, o Figueirense passou a errar bastante na saída de bola e o Joinville não soube aproveitar as oportunidades. Veio o segundo tempo e o Figueirense teve uma finalização a gol. E a eficiência de Guilherme Santos determinou o empate. O Alvinegro se fechou e o Joinville não conseguiu se livrar da marcação. A situação piorou após a saída de Badé – com problemas musculares. A lateral direita passou a ser a única opção e a mais previsível jogada do JEC. Aldair até criou algumas jogadas pelo lado, mas foi pouco. O Tricolor insistia em afunilar o jogo e pagou caro por isso.

Mais longe

O resultado de 1 a 1 obriga o Joinville a vencer em Florianópolis. Ou seja, se a missão já estava difícil e o JEC não conseguiu aproveitá-la numa condição mais ideal como a de ontem, imagine agora. O Tricolor terá de jogar muita bola para alcançar a classificação na Capital. Mais até do que jogou o Estadual inteiro.

Decisão em Joinville

Se o Basquete de Joinville atropelou o Limeira-SP em Joinville, o rival fez o mesmo no interior paulista, na noite de ontem, com o placar de 102 a 74. Isso mostra que o duelo é equilibrado, como imaginava e apontava o colunista, durante a semana. Ontem, o jogo coletivo de Joinville parece não ter funcionado tão bem. Se na quinta-feira, seis jogadores tiveram pontuação acima de dois dígitos, ontem apenas três alcançaram a marca – Kojo (23), Bishop (13) e Tiagão (13). Tiagão, inclusive, voltou a repetir a boa atuação do último jogo e chegou a marcar um duplo-duplo (dois dígitos em dois fundamentos). Além dos 13 pontos, pegou 11 rebotes. Mas o Limeira-SP teve Benite inspirado, com 29 pontos, quatro assistências e seis bolas recuperadas. A decisão está tão aberta quanto esteve Joinville e Minas-MG, no ano passado. E, novamente, o Joinville terá a chance de matar o duelo em casa, amanhã.

– Como faz falta Lima no ataque do Joinville. Desde a sua saída, o JEC marcou apenas três gols em três jogos. Se ele não voltar no próximo fim de semana, a situação do Tricolor ficará ainda mais difícil em Florianópolis.

– Ronan Marques da Rosa cometeu um erro gravíssimo ao não assinalar o pênalti de Ygor sobre Ramon, logo no começo do primeiro tempo. Depois, parece ter compensado no lance de Pedro Paulo e Coutinho, no segundo tempo. Ainda assim, sua arbitragem não determinou o resultado da Arena.

– No ano passado, o ex-técnico do Joinville, Arturzinho, declarou que jogar contra dez jogadores, às vezes, é mais difícil do que enfrentar 11, pois o adversário se fecha e os donos da casa ficam sem espaço.

– Ontem, na entrevista coletiva, o técnico Argel repetiu a tese. De qualquer maneira, isso não justifica a dificuldade tricolor. Se fosse assim, ninguém iria preferir ter um atleta a mais em campo. Faltou ao Joinville paciência e até inteligência para tirar proveito desta vantagem.