Conteúdo por Gazeta Esportiva

Preocupados com o Profut, conselheiros pedem “pauta à parte” no Santos

Conselheiros de diferentes grupos políticos do Santos preparam um requerimento para evitar problemas para o clube com as exigências do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).

O Peixe precisa adequar o seu Estatuto Social às normas do programa, mas a discussão pelas mudanças gerais se arrasta e são mais de 100 emendas apresentadas.

Diante do seu cenário, parte do conselho alvinegro pede uma “pauta à parte” para adequação ao Profut antes das demais conversas por alterações estatutárias. Cerca de 80 assinaturas já foram levantadas. Ainda não há nova reunião marcada pelo presidente Marcelo Teixeira.

“Ao Senhor Presidente do Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube:

Preocupados com a urgência necessária para que o Santos Futebol Clube adeque o seu Estatuto Social às exigências do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), os conselheiros abaixo-assinados consideram fundamental expor os seguintes pontos à Mesa:

a) Que, infelizmente, o clube passa por uma crise política profunda, com recorrentes discussões acaloradas e sem precedentes entre membros do Executivo, Legislativo e quadro associativo em geral;

b) Que fatos recentes demostram uma relação conflituosa da diretoria do clube com as entidades que comandam o futebol nacional, em especial a CBF (Confederação Brasileira de Futebol);

c) Que há um inequívoco sentimento entre os conselheiros de que uma reforma estatutária profunda precisaria ser discutida com maior densidade e com mais tempo;

Colocado esse contexto, vale ressaltar que são poucos os pontos do Profut que exigem mudança de nosso Estatuto Social. A partir de levantamento conjunto realizado por dezenas de conselheiros, ressaltamos os itens abaixo:

1) Alteração do valor máximo que pode ser usado com o departamento de Futebol, passando dos atuais 85% para os 80% previstos na lei;

2) Previsão do afastamento imediato e inelegibilidade, pelo período de, no mínimo, cinco anos, de dirigente ou administrador que praticar ato de gestão irregular ou temerária;

3) Previsão de compensação do clube com bens de dirigentes que praticarem gestão temerária;

4) Qualquer outra mudança restrita apenas ao Profut que possa ser levantada pelos escritórios contratados.

Dessa maneira, solicitamos que a Mesa do Conselho Deliberativo apresente, em conjunto com a proposta desenvolvida pela Comissão do Estatuto, um projeto alternativo que inclua apenas as exigências do Profut. Assim, poderíamos nos adequar à legislação nacional sem colocar o clube em risco de perder os benefícios do Profut.

Tal mudança seria fatalmente aprovada por Conselho Deliberativo e quadro associativo. A partir daí, teríamos a tranquilidade necessária para discutirmos outros pontos do Estatuto Social, sem possibilidade de prejuízo financeiro ao clube. Como conselheiros, devemos atuar com responsabilidade e acreditamos que termos apenas uma polêmica versão de novo estatuto poderá colocar o clube em situação bastante delicada.

Em resumo, reiteramos neste documento um pedido que já foi realizado por alguns conselheiros, qual seja: que a Mesa do Conselho Deliberativo também apresente uma versão de novo estatuto apenas com as adequações ao Profut.

Por fim, solicitamos ainda uma confirmação oficial sobre o fato de o clube ter sido, ou não, notificado pela APFUT (Autoridade Pública de Governança do Futebol). Em caso afirmativo, pedimos acesso à integra de tal documento”.

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