Presidente quer Figueirense como o clube-empresa mais organizado do Brasil

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Neste sábado (15), completa um mês que o presidente do Figueirense demitiu dois dos seus principais diretores e promoveu o que chamou de reformulação na gestão do clube. Claudio Honigman desligou Fernando Kleimmann e Murilo Flores na mesma semana e anunciou um comitê para tocar a administração do Alvinegro.

Claudio Honigman quer o Figueirense na Série A, mas com cuidados na administração e recursos humanos – John Léo/Figueirense/ND

Passado esse período e com a parada para a Copa América o mandatário falou com exclusividade ao ND na semana do aniversário de 98 anos do clube e explicou os próximos passos tanto no campo, quanto nas finanças e passivos do clube. Além disso, buscou fazer projeção da situação alvinegra nos próximos anos e abriu o jogo sobre a relação com o conselho deliberativo. Confira os tópicos da entrevista:

Mudanças na diretoria
“Elas fazem parte de estratégia de gestão desde dezembro. Nós temos os pés no chão, sem gastar mais do que o clube pode. Não se trata de mudar pessoas por mudar pessoas. Todo mundo tem que estar na mesma direção e as pessoas que estavam lá não estavam alinhadas”.

Finanças
“O passado é o nosso problema. É o que tira o nosso sono. Precisamos traçar uma linha entre passado e futuro. O Figueirense tem cerca de 140 ações trabalhistas contra ele. Tivemos uma audiência na Justiça do Trabalho recentemente. Nós fizemos uma proposta e eles apresentaram uma contraproposta. Não posso falar em valores, mas nós temos dinheiro para honrar o que propomos. A diferença entre o que nós propomos e o que a Justiça quer é pequena”.

Relacionamento com o conselho deliberativo
“Nós [holding Elephant] temos um contrato vigente. O que está ocorrendo no momento é a discussão sobre algumas cláusulas. Nosso relacionamento não é 100%, mas também não é 0%. Enquanto se tenta resolver as coisas na conversa a gente vai resolver. O que ocorreu foi uma exposição exagerada de assuntos internos. Muita coisa exposta desnecessariamente”.

Hemerson Maria
“Temos o melhor técnico da Série B. O Hemerson Maria é um cara muito parceiro, um profissional totalmente alinhado com os objetivos do clube e inclusive estamos conversando para ampliar o vínculo dele com o clube. O projeto do Figueirense passa por um profissional como ele”.

Diretor de futebol
“Essa é uma boa pergunta. Tem dias que eu estou feliz da forma como trabalhamos, tem dia que eu gostaria de ter um diretor de futebol”.

Reforços
“Os reforços são constantes. Temos dois ou três nomes encaminhados. A chegada de um jogador depende sempre de acertos com empréstimo, salários, relacionamento com a comissão técnica e isso leva um pouco de tempo. O Roberto, por exemplo, que veio da Chapecoense, estávamos acertados há 20 dias. Nossa imagem no mercado mudou drasticamente desde que assumimos a gestão. As portas estão totalmente abertas no mercado”.

Acesso à Série A
Nosso projeto passa por sanear o clube, garantir a operação do negócio e isso passa também por funcionários capacitados. Isso é indiferente de estarmos na Série A ou B. Claro que vamos buscar o acesso, mas se chegarmos lá sem recursos humanos competentes será uma montanha russa. Se o acesso não vier a vida vai continuar, não é o fim do mundo. O que não pode é chegar lá, com mais dinheiro e não usá-lo bem”.

Projeção do clube
Em 2020 queremos estar na Série A e nos tornarmos o clube-empresa mais organizado do Brasil. Em cinco anos queremos estar consolidados na Série A e vai ser difícil sair de lá. A onda mundial de clubes-empresa não vai parar de acontecer no Brasil”.

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