Quase 30 anos mais novo que Geninho, Alberto Valentim chega ao Avaí para oxigenar ideias

Alberto Valentim, novo técnico do Avaí – Frederico Tadeu/ND

Último terço, equilíbrio, sessões como sinônimo para treinos. Essas expressões foram algumas das utilizadas na coletiva de Alberto Valentim, o novo técnico do Avaí, apresentado na quarta-feira (19), no estádio da Ressacada. Além da evidente diferença de idade para o seu antecessor, o novo “dono” da casamata azurra traz uma espécie de revolução nos conceitos de futebol onde só o tempo dirá se a escolha fora acertada ou não.

Não trata de ser melhor ou ser pior. Além de valores meramente relativos, o Mundo da Bola retrata um universo paralelo, um plano a parte onde não há mais sabedoria, mas sim, mais opinião.

Afora todo esse delírio, não há como assegurar Alberto Valentim melhor, pior ou igual a Geninho. São separados (também) por uma diferença natural de quase 30 anos.

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Em suas primeiras palavras como técnico do Avaí, Valentim usou uma outra termologia onde, inclusive, assumiu a responsabilidade para um novo time.

“Já vai ter alguma coisa com certeza por essas 21 sessões de treinos podem nos cobrar que nós já teremos uma identidade e um estilo de jogo que eu gosto”, assumiu o novo comandante já olhando a preparação para o duelo contra o Fortaleza, dia 13 de julho, no Ceará.

Equilíbrio

Mesmo antes de ter a primeira conversa com seu grupo, Valentim já mapeou a primeira medida a ser ajustada na equipe resumida em “equilíbrio”. O treinador quer “melhorar muito” a relação da defesa com o ataque.

“A fase defensiva do Avaí é aceitável, vem fazendo boas partidas e é uma equipe que não tem tomado muitos gols, mas temos que melhorar muito, dentro dessa busca por equilíbrio, transformar as jogadas em gols, fazer com que esse último terço melhore, onde os gols acabem saindo naturalmente”, elucidou.

Formatação tática

O novo “professor” azurra, ao alegar a necessidade de conhecer mais o seu grupo, evitou falar em modelo de jogo ou formatação tática. A equipe, no entanto, não deve sofrer uma alteração muito drástica no desenho do jogo já que dois dos modelos preferidos de Valentim eram frequentemente usados por Geninho desde a sua chegada, ainda na Série B, em 2018.

Valentim revelou que em seus pouco mais de 100 jogos como técnico profissional, não fugiu muito do 433 e do 4231, ambos modelos usados por Geninho.

O comandante lembrou que os dias em Águas Mornas serão fundamentais para uma mais ágil absorção por parte do grupo de atletas. “Nada melhor que o dia a dia para aprimorar esse trabalho e o fato de estarmos dez dias juntos vai acelerar muito esse conhecimento para todos os jogadores”.

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