Rodrigo Caetano entra em rota de colisão e fica perto de sair do Fla

Diretor executivo de futebol vem tendo atrito com o vice de planejamento Flávio Godinho

Divulgação

O episódio do afastamento de Pará, Alan Patrick, Everton, Paulinho e Marcelo Cirino não aflorou apenas o clima entre os jogadores do Flamengo nesta reta final de temporada. Diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano entrou em rota de colisão com o vice-presidente de planejamento e membro do Comitê Gestor de futebol, Flávio Godinho. A tendência é a de que Caetano deixe o clube antes do término do contrato, que chega ao fim em 31 de dezembro.

Desde que retornou ao Flamengo, em agosto, Flávio Godinho reassumiu a posição de homem forte do futebol da Gávea. Tem mais influência em decisões para a área em relação a Rodrigo Caetano e até mesmo a Gerson Biscotto, vice-presidente da pasta. Godinho, inclusive, vem se posicionando publicamente sobre o futebol do Fla, o que está desagradando o diretor executivo – ele entende que pelo cargo que ocupa precisa ser consultado e ter seu pensamento levado em consideração.

Na ocasião do lançamento da candidatura de Eduardo Bandeira de Mello, neste mês, por exemplo, Flávio Godinho confirmou que o Flamengo tinha entrado em acordo com o empresário de Alan Patrick para a renovação de contrato, antes mesmo de colocar no papel os termos a serem assinados e entrar em acordo com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Além disso, a ideia pelo afastamento dos cinco jogadores que tiveram conduta inadequada saiu do próprio Godinho, com Caetano defendendo apenas multa pesada, visando não atrapalhar o time nas últimas esperanças pela Libertadores.

Nos bastidores, esta atitude de Rodrigo Caetano em relação aos cinco jogadores afastados não foi bem aceita pelo restante da cúpula do Flamengo, que começa a ficar na direção apontada por Flávio Godinho. O diretor executivo, inclusive, vem sendo esvaziado também pelo executivo geral, Fred Luz, e o coaching Fernando Gonçalves – este contratado para desempenhar a função de psicólogo, mas não atua na área para tratar de negociação para o futebol.

Foram os três que decidiram enviar a proposta de empréstimo ao zagueiro Cleber, do Hamburgo, da Alemanha, o primeiro alvo para 2016. Coube a Rodrigo Caetano apenas por em prática a decisão já tomada. A passagem do executivo de futebol pelo Flamengo está perto do fim.

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Rodrigo Caetano entra em rota de colisão e fica perto de sair do Fla

Diretor executivo de futebol vem tendo atrito com o vice de planejamento Flávio Godinho

Divulgação

David Nascimento

Rio de Janeiro (RJ)

O episódio do afastamento de Pará, Alan Patrick, Everton, Paulinho e Marcelo Cirino não aflorou apenas o clima entre os jogadores do Flamengo nesta reta final de temporada. Diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano entrou em rota de colisão com o vice-presidente de planejamento e membro do Comitê Gestor de futebol, Flávio Godinho. A tendência é a de que Caetano deixe o clube antes do término do contrato, que chega ao fim em 31 de dezembro.

Desde que retornou ao Flamengo, em agosto, Flávio Godinho reassumiu a posição de homem forte do futebol da Gávea. Tem mais influência em decisões para a área em relação a Rodrigo Caetano e até mesmo a Gerson Biscotto, vice-presidente da pasta. Godinho, inclusive, vem se posicionando publicamente sobre o futebol do Fla, o que está desagradando o diretor executivo – ele entende que pelo cargo que ocupa precisa ser consultado e ter seu pensamento levado em consideração.

Na ocasião do lançamento da candidatura de Eduardo Bandeira de Mello, neste mês, por exemplo, Flávio Godinho confirmou que o Flamengo tinha entrado em acordo com o empresário de Alan Patrick para a renovação de contrato, antes mesmo de colocar no papel os termos a serem assinados e entrar em acordo com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Além disso, a ideia pelo afastamento dos cinco jogadores que tiveram conduta inadequada saiu do próprio Godinho, com Caetano defendendo apenas multa pesada, visando não atrapalhar o time nas últimas esperanças pela Libertadores.

Nos bastidores, esta atitude de Rodrigo Caetano em relação aos cinco jogadores afastados não foi bem aceita pelo restante da cúpula do Flamengo, que começa a ficar na direção apontada por Flávio Godinho. O diretor executivo, inclusive, vem sendo esvaziado também pelo executivo geral, Fred Luz, e o coaching Fernando Gonçalves – este contratado para desempenhar a função de psicólogo, mas não atua na área para tratar de negociação para o futebol.

Foram os três que decidiram enviar a proposta de empréstimo ao zagueiro Cleber, do Hamburgo, da Alemanha, o primeiro alvo para 2016. Coube a Rodrigo Caetano apenas por em prática a decisão já tomada. A passagem do executivo de futebol pelo Flamengo está perto do fim.

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