Salários voltam a atrasar no Figueirense e cresce o risco de rompimento com a Elephant

Atualizado

O rompimento do contrato do Figueirense com a empresa gestora do clube, a Elephant, voltou a ser ventilado no bairro do Estreito, nesta terça-feira (10). Com os vencimentos referentes ao mês de agosto atrasados, a empresa começou a infringir algumas cláusulas do vínculo assinado há dois anos e que, recentemente, passou por um “celebrado” ajuste.

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A verdade é que a famigerada “crise” jamais deixou o Figueirense. Apesar do clima ter sido amenizado no último dia 28, data em que o clube quitou as pendências deixadas para trás no 2019, há um sentimento de incerteza, mais uma vez, diante desse novo atraso.

Conforme a reportagem apurou junto a alguns funcionários do clube, os valores referentes ao último mês, vencidos no último dia 6, ainda não foram depositados. Em paralelo e além disso, a empresa precisa aportar mais um valor até a quinta-feira, dia 12, data estipulada por um “cronograma de pagamentos” que foi retificada no termo de ajuste assinado no final de julho. Embora preservado por uma “cláusula de confidencialidade”, estima-se uma injeção obrigatória de R$2 mi por parte da Elephant.

Chiquinho de Assis, em entrevista de anúncio do termo de compromisso – Anderson Coelho/ND

Em contato com o presidente do conselho deliberativo do Figueirense, Francisco de Assis Filho, o Chiquinho, ele não confirma os valores envolvidos, mas admite que existe a obrigatoriedade por parte da empresa gestora.

“Pediremos uma explicação [para o atraso do salário]. Há um dispositivo que diz que, havendo um imprevisto ou qualquer coisa que impeça o pagamento na data, isso tem que ser comprovado. Mas é fato também que as cláusulas financeiras do termo de ajuste, têm uma tolerância de 48h”, ponderou Chiquinho Assis.

Ele lembrou, no entanto, que devido a esse atraso já “estamos em uma segunda fase de cumprimento de contrato e, caso não sejam cumpridos, começamos a entrar em um risco de uma rescisão”, explicou.

Contraponto

Em contato com a assessoria de imprensa do Figueirense, por meio do diretor de comunicação Bruno Ribeiro, a reportagem do ND+, até a publicação da matéria, não obteve resposta sobre uma previsão do pagamento dos salários.

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