Conteúdo por Gazeta Esportiva

Sandry quebra o silêncio e fala sobre “humilhação” no Santos

Sandry chegou ao Santos aos 11 anos (Pedro Azevedo)

Discussão com a diretoria

Logo depois do segundo afastamento no ano, no fim de abril, o pai de Sandry foi até o departamento de base para saber o motivo da decisão. A conversa descambou e acabou com forte discussão com o gerente Marco Maturana,

“Eu fui no clube e procurei saber o motivo, já que a notícia veio pelo massagista. Alegaram queda de produção, mas eu levei o notebook com o jogo gravado. O gerente disse que não viu o jogo e que soube pelos funcionários. Pedi para vermos o jogo, ele recusou. Disse que o Sandry precisa resolver os jogos. Perdi a razão porque vi maldade. Discutimos. Se ele falasse que afastaram por causa do contrato, tudo bem, é normal, mas mentir não dá”, esbraveja o pai do atleta.

Vontade de ficar

Mesmo com tantos problemas no decorrer da temporada e nenhuma proposta recebida nos últimos meses, Sandry não quer sair. Ele, seu pai e o empresário acreditam que poucos dias de conversa são necessários para a renovação.

“É o time que me abriu as portas desde os 11 anos. Quero jogar aqui, sempre foi meu sonho. Isso não era para estar assim”, garante Sandry.

“Recebemos muita porrada e ficamos quietos. Um monte de gente chamando de mercenário, que pedimos um valor altíssimo e não chegamos nem perto disso. Na verdade não pedimos nada, não tivemos uma reunião de verdade desde que o Sandry passou a treinar com Sampaoli. A última foi em novembro de 2018, quando falamos em aceitar o mesmo que pagam para outros jogos da geração do Sandry”, pondera o pai.

Membros da diretoria afirmam que a pedida foi R$ 150 mil de salário, além de luvas para renovar – Sandry nega. A negociação seria concretizada por cerca de 20% desse valor em novembro.

Novas conversas

Com a relação desgastada entre Sandry, seu pai e o departamento de base, o presidente José Carlos Peres busca a renovação diretamente com o empresário Giuliano Bertolucci. Até o momento, porém, não houve avanço e nem reunião marcada.

A Gazeta Esportiva procurou Marco Maturana, chefe do departamento de base, e a assessoria de imprensa do clube por uma resposta ao que foi dito por Sandry e seu pai. Não houve retorno até o fechamento da reportagem.

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