Conteúdo por Gazeta Esportiva

Tenistas criticam lentidão da grama de Wimbledon: ‘Uma catástrofe’

A superfície de grama de Wimbledon, que recebe o Grand Slam mais tradicional do tênis mundial, era conhecida antigamente por sua velocidade, que levava a pontos mais curtos. Isso privilegiava tenistas que se baseavam no saque e no voleio em detrimento de trocas de bola no fundo da quadra.

Nos últimos anos, porém, a grama sagrada de Londres perdeu velocidade. Na verdade, segundo alguns tenistas, Wimbledon se tornou o Grand Slam mais lento do circuito.

“É definitivamente o Grand Slam mais lento, e de longe. Essas quadras estão realmente muito lentas”, disse o norte-americano Denis Kudla, que venceu seu primeiro jogo em Wimbledon antes de ser eliminado por Novak Djokovic nesta quarta-feira.

Maior campeão de Wimbledon com oito títulos, o suíço Roger Federer também vê lentidão na grama inglesa, mas atesta que isso não é novidade. “Eu acho que Wimbledon nunca foi o mais rápido”, disse Federer. “Se você olhar as trocas de bola, elas estão mais curtas no US Open [disputado em piso duro] do que em Wimbledon, isso já diz muito a respeito”.

O francês Gilles Simon reclamou com firmeza da grama. “As quadras este ano são uma catástrofe. Há anos que o saibro está mais rápido que a grama”, disse o tenista, que venceu por sets diretos na estreia.

A lentidão da grama, porém, não é unanimidade. Para o francês Lucas Pouille, os tenistas estão sentindo dificuldades com o quique da bola. “Simplesmente está mais difícil pontuar. Não temos o timing na grama porque a bola quica mais baixo. E a grama evolui. Daqui a 5 dias não será o mesmo torneio”.

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