Conteúdo por Gazeta Esportiva

Tratado como “Disney” em estrutura, Catar tenta mostrar sua capacidade no Morumbi

O Catar veio à Copa América para ganhar experiência internacional fora da Ásia antes da Copa que sediará, em 2022, mas terá pela frente alguém que o conhece bem nesta quarta-feira, às 18h30 (de Brasília), no estádio do Morumbi. Ex-técnico do Irã e hoje à frente da Colômbia, o português Carlos Queiroz classificou o rival como a “Disney” dos estádios, elogio bem recebido por quem acredita em impressionar tanto dentro quanto fora de campo.

“Vocês não imaginam a qualidade dos campos de treinamento do Catar, são melhores que a maioria dos campos de Brasil, França e Inglaterra. Os estádios no Catar são como a Disney dos estádios. Os centros de treinamento também são muito bons”, disse Queiroz, que pregou respeito ao adversário. Na estreia, os cataris já surpreenderam ao empatar por 2 a 2 com o Paraguai e estão vivos na disputa por uma vaga no Grupo B.

“Eu entendo bem quando estamos na América do Sul e não conhecem bem o que acontece na Ásia. Lá (na Ásia) não sabem bem o que acontece na Bolívia e no Paraguai também. Olhamos mais para nós e nos esquecemos que fora do nosso continente também existe futebol”, classificou o europeu, contrastando com o respeito pregado por Félix Sánchez, espanhol que comanda os asiáticos.

“Creio que o torneio disputado em Emirados Árabes, a Copa da Ásia, teve uma repercussão, principalmente na Ásia. E vir jogar aqui é para que nos conheçam. Que as pessoas possam conhecer o que podemos fazer. Os jogos que fizemos contra Brasil e Paraguai não foram novidades para mim”, disse Sánchez, ressaltando que o clima é de respeito dentro de campo.

“Acredito que possam não nos conhecer, mas até agora vimos adversários que nos respeitaram bastante dentro e fora de campo. Espero que, quando termine nossa participação aqui, as pessoas tenham noção do que podemos fazer”, afirmou o comandante, que viu sua equipe derrotar as favoritas Coreia do Sul e Japão, no título da Copa da Ásia, além das boas performances contra Brasil, no amistoso, e Paraguai, na estreia.

“A Colômbia conta com um treinador de primeiríssimo nível mundial, já se nota as ideias de jogo do treinador. Da nossa parte, temos um estilo definido, sempre levando em conta a característica dos jogadores. Afinal, em um jogo de futebol, são eles que marcam. Vamos tentar competir ao máximo pelas nossas possibilidades”, concluiu Sánchez.

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