Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Deputada Geovânia de Sá: “Greve no INSS é absurdo, inaceitável”

Servidores do INSS não querem voltar ao trabalho presencial

Dois movimentos grevistas de âmbito nacional, com repercussão negativa em Santa Catarina, revelam a falta de sensibilidade e de percepção politica de alguns sindicatos de trabalhadores.  A ECT, já na quarta semana consecutiva, e os servidores do INSS, que não querem retornar ao trabalho presencial.

Sobre os funcionários da previdência, a deputada federal Geovânia de Sá(PSDB), que integra a Mesa Diretora da Câmara Federal, já iniciou uma mobilização política em Brasilia.  Quer a bancada tucana pressionando o governo para alguma medida administrativa ou judicial. E vai falar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pedindo sua intervenção.

A parlamentar considera absurda e inaceitável a paralisação dos servidores do INSS, em função dos graves prejuízos a milhares de trabalhadores em Santa Catarina e milhões em todo o Brasil.

Apelou a superintendente do INSS no Estado, Kathia Moreira, para o retorno as atividades presenciais a partir do dia 14 de setembro. Foi informada que a greve aqui é parcial.  A convocação dos servidores é neste semana apenas para trabalhos internos, treinamentos para adoção de protocolos de proteção funcional e dos segurados.

Das 54 agencias do Instituto em Santa Catarina apenas 26 estão programadas para atendimento ao público no dia 14.

Os prejuízos para os segurados da previdência são incalculáveis e alguns irrecuperáveis.  Perícias medidas, por exemplo, não podem ser feitas com trabalho virtual. Da mesma forma, concessão de licenças especiais para tratamento de saúde.

A insensibilidade de alguns setores do movimento sindical chega a este paradoxo: milhões de trabalhadores prejudicados diretamente pelos próprios trabalhadores no serviço público. Inconcebível.