Peritos do INSS retomam trabalho com atendimento exclusivo para perícia inicial

Em Florianópolis, os peritos compareceram ao trabalho pela manhã, mas a regional ainda está avaliando o movimento e deverá um balanço mais preciso na quarta-feira

Após mais de quatro meses de paralisação, médicos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) retornaram ao trabalho. De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Peritos, todos os profissionais vão retomar suas atividades nesta segunda (25), mas será mantido o estado de greve.

Arquivo/ND

O INSS calcula que cerca de 830 mil pedidos de concessão de benefícios estejam represados

Segundo a associação, o atendimento será exclusivo para perícias iniciais, caso de quem ainda está buscando o benefício. Não estão descartadas novas paralisações e o atendimento só será normalizado quando houver avanço nas negociações com o governo. A demanda maior em Santa Catarina é pelo atendimento de benefícios por incapacidade, responsável por 60% da demanda total das agências do Estado.

Na parte da manhã, todos os peritos compareceram na unidade do Centro de Florianópolis, mas segundo a assessoria de imprensa, um balanço mais preciso deve ser divulgado na quarta-feira, a equipe ainda está fazendo a avaliação, pois as unidades e os médicos trabalham em turnos diferentes. O movimento de público aumentou, mas varia de acordo com cada unidade.

Em nota, o INSS  informou que a Central de Atendimento 135 está à disposição para orientar a população e também para fazer os agendamentos e/ou reagendamentos necessários. O órgão estima que 1,3 milhão de perícias não tenham sido realizadas desde o início da greve, em setembro do ano passado. Mais 1,1 milhão de perícias médicas foram atendidas.

O INSS calcula, de acordo dados do dia 15 deste mês, que cerca de 830 mil pedidos de concessão de benefícios estejam represados. O tempo médio de espera para o agendamento da perícia médica, na média nacional, passou de 20 dias, antes do início da paralisação, para os atuais 89 dias.

Ano passado, os servidores técnicos também fizeram greve entre julho e setembro e só retornaram as atividades 85 dias depois da paralisação, o que contribuiu para o atraso ainda maior nos atendimentos. Os médicos paralisaram em setembro, foram quatro meses  sem atendimento.

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