Que tal mudar pra valer em 2021?

Quem planeja, paga menos e vive mais leve

Que tal mudar pra valer em 2021? – Foto: Divulgação/ND.Que tal mudar pra valer em 2021? – Foto: Divulgação/ND.

Toda a virada de ano é semelhante, cheia de promessas e metas. Mas o calendário avança e muitas promessas se perdem pelo caminho. Em função da pandemia, 2020 realmente exigiu adaptações, mudanças de rumo, mas um ano novo está chegando aí com muitas oportunidades. E a educação financeira pode transformar o presente e o seu futuro. Com as contas sob controle você dorme melhor, sonhos se tornam realidade, e a vida fica mais leve.

Anote seus gastos

Você tem um controle das suas contas? Sabe quanto ganha, quanto somam os gastos fixos e variáveis a cada mês? O mestre em economia Álvaro Dezidério diz que o primeiro passo para organizar suas contas é encará-las de frente. “Junte seus extratos, faturas de cartão de crédito, contas de investimentos, e faça uma análise realista da sua atual situação. Você precisa saber qual sua renda e o tamanho de suas dívidas. ”

Segundo o economista, muitos brasileiros gastam sem critério e sem controle. Enquanto há saldo no cartão, as pessoas seguem comprando sem considerar o custo total do que estão adquirindo. “Elas olham só para o valor da parcela, sem perceber o impacto futuro dessa compra. Aí fazem uma parcela de R$ 80,00 aqui, outra de R$ 100,00 ali, e mais uma de R$ 150,00 para uma outra coisa, e esses valores parcelados em 10 vezes. Veja, a parcela até pode ser pequena, mas estamos falando de mais de três mil reais em compras. E no mês seguinte ainda virão outras. As pessoas precisam ter essa consciência de não pensar só no agora,” orienta Álvaro.

Há aplicativos de controle financeiro de graça na internet para lhe ajudar nessa tarefa, é só baixar no seu celular.

Tenha controle das suas contas – Foto: Divulgação/ND.Tenha controle das suas contas – Foto: Divulgação/ND.

Fuja dos juros altos

Se a sua renda está pequena para tantas contas, o ponto de partida é quitar as dívidas mais caras, que possuem a taxa de juros mais elevada, orienta o mestre em gestão e palestrante Arthur Igreja. Segundo ele, é isso que acaba aprisionando muitos brasileiros. “Agora a gente está numa fase da economia que a taxa de juros está muito baixa! Se contratou um empréstimo em 2019, negocie a redução da taxa de juro desse contrato. A taxa hoje está bem mais baixa.” Dependendo da operação de crédito, a taxa cobrada hoje é até três vezes menor que no começo de 2019.

Álvaro Dezidério destaca que quem tem disciplina e sabe esperar o momento ideal da compra, além de não pagar juros, ganha descontos. Ele comenta que, no lugar de separar um sexto da renda durante seis meses, as pessoas compram a geladeira hoje, parcelam e, às vezes, acabam pagando o valor de duas geladeiras. O mestre em economia sugere nunca fechar uma compra por impulso. O ideal é refletir se ela é mesmo necessária, e se encaixa no orçamento. E fazer essa análise sempre de olho nos compromissos futuros já assumidos.

Quem é contumaz deve procurar ajuda

Álvaro compara o comportamento de um consumidor contumaz a de uma pessoa com compulsão alimentar. De acordo com ele, quem tem este distúrbio come de forma compulsiva e exagerada, mesmo quando não tem fome. Na maioria das vezes, o gatilho para este comportamento são mudanças emocionais. Diante de uma situação de estresse, a pessoa recorre à comida como se o alimento fosse um anestésico para frustrações. E assim também agem muitos consumidores diante de ofertas e promoções. Segundo Álvaro, muitas vezes elas não precisam daquele produto. Às vezes até já tem um em casa. Compram pelo prazer momentâneo, em busca de compensar uma frustração ou um momento pontual de estresse.

Quem regularmente faz promessas que vai resolver e não resolve, que enxerga o limite do cartão de crédito como parte da sua renda, que enxerga o limite do cheque especial como parte da renda, a minha sugestão para 2021 é procure um profissional pra ajudar você a sair disso.” – enfatiza o economista Álvaro Dezidério.

Ele destaca que, no decorrer da vida, é comum cometermos erros. Fazermos escolhas erradas, que doem no bolso. “Um ou dois eventos nesse sentido é normal. Mas se virou rotina, busque ajuda. A gente tem um número grande de orientadores financeiros, tem curso, gente que faz consultoria, e tem isso de graça na internet. Porque se você tem esse comportamento regular não importa se você ganha R$ 1 mil, R$ 10 mil ou R$ 100 mil, o comportamento vai ser sempre o mesmo se não mudar hábitos. E aí, os problemas só serão maiores. ”

Não deixe problemas financeiros prejudicarem sua saúde

O controle das suas contas tem impacto na sua vida como um todo. Se não for bem planejada, a compra de um carro pode reduzir o tempo destinado à família ou o dinheiro para o lazer –  seja porque você terá que trabalhar mais ou porque a prestação acima do que realmente cabe no seu orçamento fará com que sacrifique o passeio com os filhos. E este é apenas um dos exemplos.

Está tudo interligado, acentua Álvaro Dezidério. Ele explica que, quando se gasta além da conta, é uma questão de tempo para isso começar a afetar a saúde mental, o relacionamento com familiares, a sua qualidade de vida. “Há inúmeras pesquisas que comprovam que problemas financeiros levam a problemas de saúde. As pessoas passam a ficar mais irritadas, estressadas, perdem o sono, vem à pressão alta, e aí quem já é ansioso come muito, ganha peso. Nesse momento, um educador, um consultor financeiro é equivalente a um médico.”

Busque o equilíbrio e tenha iniciativa

A orientação dos especialistas é fazer os ajustes necessários e manter as contas equilibradas. Nada de gastar mais do que se ganha. Tenha uma reserva para as emergências que possam surgir, a pandemia reforçou o quanto isso é importante. E, mesmo que aos poucos, busque separar uma quantia para investimento. Faça o dinheiro trabalhar por você.

O palestrante Arthur Igreja acentua que, como qualquer coisa na vida, a educação financeira tem que ser um aprendizado paulatino. “O brasileiro ainda engatinha nisso, mas eu diria que o cenário hoje já é muito melhor do que era há cinco anos. Aos poucos isso também está entrando nas salas de aula. E a conscientização vem crescendo.”

E para quem precisa de um estimulo, o presente indica um ano novo bem melhor que o que passou. “A indústria já retomou aos patamares de produção pré-pandemia. O varejo devolveu todas as perdas do primeiro semestre. O agronegócio cresceu 5.36% nos primeiros seis meses do ano e segue em alta. Ainda falta a gente recuperar todos os empregos que tínhamos no setor de serviço, que já acumula quatro meses de alta. Eu tô muito esperançoso com 2021. Vem muita coisa boa por aí. Estou muito animado.” – pontua Arthur Igreja.

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