SC tem quase 2 milhões de devedores e posição em ranking nacional impressiona

Segundo o Serasa, 1.956.893 pessoas de pessoas estão com dívidas acumuladas no estado, cartão de crédito é o grande vilão dos catarinenses

A inadimplência já atingiu 1.956.893 pessoas em Santa Catarina, segundo o Serasa. O principal segmento de dívidas dos catarinenses se refere a pagamentos de juros a bancos, cartões de crédito e contas de varejo, com 22,5% de inadimplência.

No entanto, apesar de ter muitos devedores, Santa Catarina impressiona pois é o estado brasileiro que menos deve em contas básicas como água e luz quando comparado ao cenário brasileiro. A média nacional é de 23,21%, enquanto a catarinense é de 3,6%.

Quase 2 milhões de catarinenses têm dívidas, cartão de crédito é o maior vilão. – Foto: José Cruz/Agência Brasil/NDQuase 2 milhões de catarinenses têm dívidas, cartão de crédito é o maior vilão. – Foto: José Cruz/Agência Brasil/ND

Em agosto do ano passado, a Celesc aprovou o reajuste de 5,65% na conta de luz. Em contrapartida, as contas de água e luz dos catarinenses tiveram 3,6% de inadimplência. Por último na pesquisa, estão as despesas com telefonia e telecomunicações, que ficaram em 6,90% com falta de pagamento.

Apesar do número catarinense em contas básicas, outros vilões não param de pesar no bolso dos catarinenses. A prévia da inflação oficial de preços subiu 1,73% em abril. O valor é a maior variação desde 1995, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo a gerente da Serasa, Aline Sanchez, o cenário de inadimplência alcança novamente picos próximos ao que foi o auge da pandemia em abril de 2020. Ela orienta que a população busque renegociar suas dívidas.

“Embora o cenário seja desafiador, a gente nota com pesquisas realizadas com o consumidor uma preocupação em renegociar suas dívidas, sair da inadimplência”, ressaltou Aline.

O Serasa realiza feirão com descontos de até 99% para mais de 100 parceiros para negociação de dívidas. As agências também funcionam presencialmente, e levam em torno de três minutos para renegociação, segundo Sanchez.

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