Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


A força do futebol coletivo que alguns treinadores “de prancheta” não conseguem perceber

Se para pior ou melhor, a opinião sobre essa mudança do futebol é pessoal. Mas é preciso entender a força do coletivo no futebol moderno.

Os jogos devem ser agendados em dias alternados. – Foto: Arquivo Internet/ND

O futebol sempre foi um esporte coletivo. A diferença é que com o aprimoramento da parte física dos atletas, e suas ocupações de espaços de forma mais rápida que antigamente, os setores no gramado ficaram mais próximos. Mais compactos. No futebol moderno, uma boa saída do goleiro com os pés, pode ser o início de uma boa jogada de contra-ataque. O lançamento preciso de um zagueiro para um atacante nas laterais do gramado, pode desmontar completamente o sistema defensivo do adversário. Enfim, não existe mais setores do campo separado e quase independentes. As afirmações dos treinadores de que “é preciso melhorar a defesa” só tem sentido se o técnico estiver pensando também no ataque pressionando o adversário e o meio de campo atuando na proteção dos zagueiros. Não existe mais uma parte, existe um todo e um pensamento coletivo.  Defesa que sofre muitos gols, por exemplo, é time que tem problemas graves de posicionamento no gramado, que não retêm a bola e não trabalha bem a cobertura. Ataque que não agride e que não faz o goleiro adversário trabalhar, tem problemas das aproximações das linhas do meio e da defesa. São situações do futebol moderno – se ficou melhor ou pior tecnicamente -, aí é outro assunto. Mas são problemas que a maioria dos treinadores de “pranchetas” e ultrapassados não conseguem perceber, já que beira do campo se limitam a berrar “pega, chega junto” à espera de um milagre.