Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.


Crônica: Pelé, 80 anos. Parabéns e obrigado, Rei do Futebol!

O maior jogador de todos os tempos. Inigualável. Pelé completa 80 anos de idade neste dia 23 de outubro. Parabéns, Rei. Inigualável, magistral e atleta completo.

O Rei completa 80 anos neste dia 23 de outubro. – Foto: Pelé/Mídia Social/ND

 O futebol nacional e internacional saúda nesta sexta,  dia 23 de outubro, o aniversário do Rei Pelé. O melhor jogador de todos os tempos completa 80 anos de idade. Um atleta perfeito, completo e magistral. Não existiu jogador melhor do que ele. Não existe e nunca existirá alguém como o Pelé. De tempos em tempos, o futebol nos presenteia com jogadores extraordinários. Mas, de tempos em tempos também surge a pergunta: “Quem foi o melhor do mundo? ”. Dependendo   da década que essa pergunta é feita, inevitavelmente todos as comparações remetem ao Pelé. Di Stefano ou Pelé? Beckenbauer ou Pelé?; Cruyff ou Pelé?; Maradona ou Pelé; Cristiano Ronaldo ou Pelé e finalmente, Messi ou Pelé. Compreensível o esforço das várias gerações de que tentam igualar o futebol do Rei com o ídolo do momento. Mas é perda de tempo. É um pecado querer comparar um jogador por melhor que seja com a Sua Majestade, o Rei. Mineiro de Três Corações, viu o seu pai chorar diante do rádio, após a seleção brasileira perder a Copa do Mundo de 1950 diante do Uruguai em pleno Maracanã. Sem entender muito o motivo daquele choro “só por causa do futebol” prometeu para o seu Dondinho, que iria ganhar uma Copa só para o seu pai não chorar mais. O menino virou o Pelé e não ganhou uma Copa do Mundo, ganhou três.

O Gênio – Foto: Pelé/Mídia Social/ND

Virou o Rei do Futebol na primeira conquista, em 1958 na Suécia, com apenas 17 anos. O Bi veio quatro anos depois no Chile, mesmo tendo jogado apenas duas partidas por causa de uma lesão. Em 1966, foi caçado pelos portugueses. Mas em 1970 no México foi um show de gols e “não gols” antológicos. Sim, só o Pelé consegue ser lembrado pelos gols que marcou, como também os gols que não marcou por um capricho do destino como o drible de corpo no goleiro Mazurkiewicz do Uruguai, o chute do meio de campo diante da Tchecoslováquia e a cabeçada que possibilitou a defesa sensacional do Gordon Banks da Inglaterra. Coisas do Rei. Uma aula de futebol que o mundo assistiu pela primeira vez em cores nas transmissões pelas TVs. Pelo Santos, Pelé fez o time paulista ser conhecido em todo mundo. Foram várias excursões onde a presença daquele uniforme todo branco era uma atração capaz de mover multidões. Dizem que até uma guerra foi interrompida por causa da sua presença. Contam também que um árbitro teve que voltar atrás após expulsar o Pelé em um amistoso, por causa da pressão da torcida. Verdades ou boatos, tudo o que envolve o Pelé nos gramado ganha proporção. Afinal o seu futebol era gigante. E histórias sobre o Rei (verdades ou não) não poderiam ser menores do que ele. No dia 15 de agosto de 1972, o Pelé pisou no saudoso estádio Adolfo Konder, estádio que ficava onde hoje é o Shopping Beira Mar, no centro de Florianópolis. Quem teve o prazer de ver o Rei atuando pelo Santos em um jogo amistoso diante do Avaí, lembra do que a cidade se transformou naquela data: uma verdade loucura. Afinal ali, diante dos olhos maravilhados dos seus súditos estava um Rei. Que cumpria sua missão de sangue nobre: encantar e tratar a bola com todo o carinho que ele merece.

“Na época não tinha marcação” eles dizem…. – Foto: Pelé/Mídia Social/ND